<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557</id><updated>2011-04-21T18:14:18.064-07:00</updated><title type='text'>Um dia acaba ::</title><subtitle type='html'>Porque tudo que nasce morre um dia, porque tudo o que nasce deformado tem vida curta. Porque outrora é um vazio chamado agora. Porque decadência e elegância são duas putas com esperma no meio das coxas. Porque nada tem meio. Porque gemer é bem melhor do que recitar. Porque aqui as palavras inacabadas tem fim. Porque tudo acaba. Um dia acaba.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>49</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-110013678565850405</id><published>2004-11-10T17:21:00.000-08:00</published><updated>2004-11-10T17:33:05.656-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.satinsheets.ubbi.com.br/blog/imagem.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-110013678565850405?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/110013678565850405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=110013678565850405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/110013678565850405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/110013678565850405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/11/blog-post.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109978474052621486</id><published>2004-11-06T15:21:00.000-08:00</published><updated>2004-11-06T15:46:32.073-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;::: Um dia qualquer &lt;i&gt;quaisquerando&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O dia começa e a gente nunca sabe como é que ele termina. Pode terminar esquecido em um porre homérico, com o corpo dolorido acordando no dia seguinte numa mesa de bar (qualquer). O gosto de cigarro paraguaio impregnado na língua, acordando com ressaca, dor-de-cabeça (ou seria dor na cabeça?), a camisa amarrotada, cheiro de álcool fermentado ou vinho vagabundo borbulhando pelos poros. O corpo fedorento. Os olhares desdenhosos dos transeuntes bem comportados. A decadência caminhando pelos ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto se termina a noite caminhante por qualquer lugar. As baratas te fazem companhia, fazendo côcegas nos pés descalços (ou seriam beijos naqueles que não as pisam?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fumaça saindo da boca, não, o dia está insuportavelmente quente, não está frio, a fumaça só pode ser bafo. Enxôfre do diabo que te cutuca as costas com o tridente te levando pro caminho onde os olhos não se cruzam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára por ali. Em qualquer quaisquerando qualquer coisa. Querendo tudo quaisquerando desdém, amor, sêmem, ventres que clamam por caralhos que socam até o útero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite termina, ele ouvindo Calbi Peixoto com sua eterna música Conceição tocando em alguma vitrola velha que funciona com fichas, a ficha foi colocada por algum velho apaixonado, de oitenta e tantos anos de idade, o velho que mais tarde... Seria ele... Quaisquerando vinténs para ouvir eternas músicas que se tornaram póstumas diante os olhos da geração que nasceu logo ali... Semana passada... Num hospital qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109978474052621486?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109978474052621486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109978474052621486' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109978474052621486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109978474052621486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/11/um-dia-qualquer-quaisquerando-o-dia.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109944066097802787</id><published>2004-11-02T15:58:00.000-08:00</published><updated>2004-11-02T16:17:17.206-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;Literatura brasileira travestida de literatura clássica&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, vocês não foram muito bem na prova.&lt;br /&gt;- Deve ser porque você pediu elementos da narrativa sendo que a senhora só nos deu aulas de literatura clássica.&lt;br /&gt;- Mas na questão vocês tinham que me falar a respeito do trágico aristotélico levando em consideração os elementos da narrativa. Vocês só tinham que me falar do trágico na obra São Bernardo.&lt;br /&gt;- Ahhhh tá... E foi isso que eu fiz.&lt;br /&gt;- Então você não vai ter uma nota ruim...&lt;br /&gt;- Não, você tá dando esporro em todo mundo!&lt;br /&gt;- Tá mas eu levei em consideração muita coisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Estruture, escreva a tinta. Ser acadêmico é deixar margem pro seu professor fazer observações.) - Pra mim ser acadêmico é fazer textos no computador, ninguém entrega trabalhos a tinta, até mesmo porque os professores exigem que eles sejam digitados.&lt;br /&gt;Ok. Minha professora tem 70 e todos os anos, talvez ela nem saiba que o mundo tenha se informatizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se deve escrever o que te vem à cabeça. Você deve aprender a estruturar o que você escreve. - E assim disse a esposa viva do Cristo morto na terra.&lt;br /&gt;E no fim da história a gente aprende que tudo pode ser levado em consideração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109944066097802787?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109944066097802787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109944066097802787' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109944066097802787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109944066097802787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/11/literatura-brasileira-travestida-de.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109926857710810274</id><published>2004-10-31T16:06:00.000-08:00</published><updated>2004-10-31T16:25:26.210-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;I - A LINFA DO LABIRINTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&lt;/b&gt;cordei tentando me segurar desesperadamente, tudo girava em torno de mim enquanto eu caía sem controle num abismo sem fundo. Procurei ficar minha visão na faixa de luz da madrugada que entrava por entre as cortinas. O risco leitoso tremia rapidamente. Mover a cabeça na direção da luminosidade da janela tornara minha queda ainda mais vertiginosa. Fiquei móvel, o olhar fixo na linha de luz, esperando a crise passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ia mudar de casa naquele dia. Depois do que acontecera, não queria viver ali nem mais um dia. Ouvi a campainha. Deviam ser os homens da mudança. Se o surto passasse eu não poderia sair da cama. Os homens iriam embora sem fazer a mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantendo imóvel o corpo estendi a mão e apanhei o remédio sobre a mesinha de cabeceira. Mastiguei a pílula até que se tornasse uma pasta repugnante que engoli com dificuldade, sentindo ânsias de vômito, que felizmente não passaram de violentos engulhos que fizeram meu corpo tremer, aumentando ainda mais minha tontura. O remédio algumas vezes fazia efeito rapidamente, outras não. Duas horas depois, ao engolir, com os mesmos sofrimentos nojentos, a segunda pílula, o ataque passara. Pude então levantar e abrir a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens estavam sentados no chão do corredor da área de serviço, esperando. Começamos a mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Excerto retirado do livro de Rubem Alves - &lt;font size='2'&gt;Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109926857710810274?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109926857710810274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109926857710810274' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109926857710810274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109926857710810274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/10/i-linfa-do-labirinto-1-acordei.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109760836288054261</id><published>2004-10-12T10:19:00.000-07:00</published><updated>2004-10-12T12:12:42.880-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;Marcèlle 6º dia de 7&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada como uma boa noite de sono. Acordar animada. Hibernar é bom, tem dessas coisas, Marcèlle não acredita nessas coisas de energias místicas. Até mesmo porque a única coisa que tem energia por aqui é fio de alta tensão. Marcèlle tem tesão e não tensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estava afim de usar salto alto. Não gosta de saltos-altos, mas sabe que tem um poder de fascinação/dominação diante dos olhos que olham, a 2ª pessoa do plural, o &lt;b&gt;tu&lt;/b&gt;. Talvez pela altura, mulheres aumentam centímetros. Talvez fiquem mais altas e mais atraentes, a verdade que ela não sabe o motivos. E também porque o motivo pouco importa, o bom são as conseqüências, ou as inconseqüências, os motivos fazem parte das histórias infantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisava comer alguma coisa. Tinha fome de &lt;i&gt;viking nórdico&lt;/i&gt; das antigas. Da época em que ela realmente nem sonhava em estar no saco do seu pai, na época em que seu pai nem sonhava em ter saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha vontade de preparar o café da manhã. Resolveu ir a padaria que ficava do outro lado da rua para tomar um copo de café com leite, os vizinhos que passavam ali em frente faziam cara feia. Sabe como é, achavam estranho um pobre menina rica tomando um café com leite em um copo &lt;i&gt;lagoinha&lt;/i&gt;. Bairro de gente importante é assim. Pessoas de nariz empinado caminhando pra lá e pra cá. Mas Marcèlle não se importava com isso, dizia 'bom dia' pra quem passasse e olhasse na cara dela, as vezes só acenava com a mão, pois estava com a boca cheia de pãozinho francês recheado de margarina barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestidinho leve e solto, cabelos ainda despenteados. Ainda não usava o salto alto, estava com os chinelos de borracha. Salto alto de manhã pra ir tomar café simplesmente não dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrumação da casa, juntando roupas espalhadas pelo congado de seu lar. O terreiro tava parecendo uma plantação do nordeste... Terra pra tudo quanto é lado... Só terra. Mas nada. Talvez a última chuva tenha trazido a terra, talvez passarinhos brincando de guerrinha de barro. Não sabe. Mas pouco importa. Muito trabalho pra se fazer até o entardecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;17:00&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Hora de se arrumar...&lt;br /&gt;Banho quente, desgrannhando os cablos curtos com gel. Vestido preto, decote sensual. Contornando a cintura fina e as pernas longas. Marcèlle se olhou no espelho e se achou gostosa. Estava satisfeira com o visual. Mulheres demoram muito pra se arrumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;20:00&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Hora de sair e deixar sua beleza espalhada pela noite de belo horizonte. Transeuntes apressados daqui e dali, noite tumultuada, provocando desjos e espasmos clitorianos nas mulheres. Marcèlle dançou, bebeu, riu, ficou chapada, beijou quem quis, se sentiu livre. Terminou a noite fazendo sexo com um desconhecido no carro em movimento. Adormeceu na casa do desconhecido. Saiu antes que ele acordasse. deixando seu cheiro impregnado no quarto de paredes cobertas com fotos de mulheres nuas. E se foi... Deixando com ele, a lembrança do seu cheiro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109760836288054261?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109760836288054261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109760836288054261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109760836288054261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109760836288054261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/10/marclle-6-dia-de-7-nada-como-uma-boa.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109562394707285903</id><published>2004-09-19T13:56:00.000-07:00</published><updated>2004-09-30T11:38:19.673-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://www.satinsheets.ubbi.com.br/blog/costas.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu tinha treze anos, Ana me explicou que na calada da noite abria a porta para seu namorado entrar escondido dentro de casa. No quarto, colocavam o colchão no chão, um tapava a boca do outro para não fazer barulho, e tudo acontecia no escuro, garantia ela. - Mas era só uma rapidinha! Contava rindo com suas bochechas rosadas no auge dos dezesseis anos, e eu ficava pasmo durante as aulas, tentando entender o que de tão espetacular havia nessa tal de "rapidinha" que fazia o namorado dela atravessar quatro bairros de ônibus e voltar para casa de madrugueiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;s&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;/s&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: A moça da foto é a &lt;b&gt;CATA (abreviação de Catarina)&lt;/b&gt;. Uma argentina muito linda. A verdade é que argentinas são bonitas. A fotinha foi batida pela conhecidamente desconhecida: &lt;b&gt;Barbara Allain&lt;/b&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109562394707285903?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109562394707285903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109562394707285903' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109562394707285903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109562394707285903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/09/quando-eu-tinha-treze-anos-ana-me.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109457408645605207</id><published>2004-09-07T09:17:00.000-07:00</published><updated>2004-09-07T09:21:26.456-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;Marcèlle 5º dia de 7&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada como 18 horas de sono. Acordar ainda meio sonolenta. Com um gosto meio amargo na boca. Idéias não são lembranças, lembrança sinônimo de memória, quem tem ressaca não tem memória. Portanto, ela estava &lt;i&gt;?deslembrançada?&lt;/i&gt;. Não estava, na verdade se lembrava muito bem da noite anterior, o gosto impregnado na língua não deixava nenhuma dúvida de que ontem não havia sido sonho. Até mesmo porque quem acha que sonhos são realidade são freiras, e ela não era freira, muito longe de querer adentrar nesse tipo de profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rolava de um lado para o outro na cama, estava acordada, mas não queria levantar, dia quente. Abafado. Ar praticamente irrespirável. Seco. Precisava de um banho gelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chuveirada. Água limpa e transparente caindo daquele aparelho barulhento bem em cima da sua cabeça. Estava tudo tão quente que a água nunca saia fria, um &lt;i&gt;morno-quase-isso&lt;/i&gt; talvez, mas não estava fria e gelada, talvez devesse ter desligado a chave geral. O desânimo de sair molhada no &lt;i&gt;box&lt;/i&gt; não permitia que tal atitude fosse tomada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queria ouvir música, não queria ver tevê. Não queria nada. Queria simplesmente estar ali. Ela e as memórias que não tinha tendo-as em sua cabeça. Foi pra varanda com uma folha pautada e uma caneta nas mãos. Não. Não ia escrever nada. Ia desenhar, Marcèlle detestava palavras, mas gostava de desenhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol torrando a cara. Gotículas de suor escorrendo pelas bochechas e marcando o chão. Quarenta e poucos graus Celsius deixando o clima insuportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clima suportável é quando você não sente as virilhas assadas, quando o corpo não fica colado no lençol que cobre o colchão, é quando os cabelos não ficam constantemente molhados e quando a água que você bebe em temperatura ambiente não está em estado de ebulição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenhou, mas não sabia o que tinha desenhado. Alguma coisa parecida com &lt;i&gt;outra coisa&lt;/i&gt;, mas não era com &lt;i&gt;aquilo&lt;/i&gt;, era com aquela &lt;i&gt;outra coisa&lt;/i&gt;, não ficou satisfeita com o desenho. Bolinha de papel tentando adentrar na lata de lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcèlle detestava tédio, mas hoje não estava se importando com ele. Apesar de acordar as duas da tarde e não ter vontade de dormir, não sabia o que fazer. Ligou pra pizzaria, pediu uma pizza pequena acompanhada de um refrigerante &lt;i&gt;light&lt;/i&gt;. Aproveitou e ligou também pra drogaria, pediu uma caixa de &lt;i&gt;Dramim&lt;/i&gt; e pronto. A noite estava salva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de comer assistindo algum filme que passava à tarde em um famoso canal de televisão brasileiro. O filme não era brasileiro. Programação de fora. Tradução. As bocas mexem, mas não diziam aquilo que elas estavam falando. Outra língua. De saco cheio de observar detalhes por hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escovou os dentes forçadamente, bochechou com água quente (a torneira soltava água quente, só água quente, clima quente). E tomou dois comprimidos de &lt;i&gt;Dramim&lt;/i&gt; para dormir tranqüilamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apagou. E o quinto dia de Marcèlle se deu assim. Inativo. Estava &lt;i&gt;Invisible&lt;/i&gt; no &lt;i&gt;ICQ&lt;/i&gt;. Hoje Marcèlle aplicou alguma lei física em si mesma. Ficou inerte. Para não se chatear com nada, para não ter que ficar desgostosa com tudo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109457408645605207?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109457408645605207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109457408645605207' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109457408645605207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109457408645605207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/09/marclle-5-dia-de-7-nada-como-18-horas.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109408147839431128</id><published>2004-09-01T16:29:00.000-07:00</published><updated>2004-09-01T16:34:50.443-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;u&gt;::: Porque um dia tudo &lt;strong&gt;VOLTA&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E depois de um ano adormecido. Tenho o prazer de (re)apresentar: O &lt;strong&gt;retorno&lt;/strong&gt; do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.venusinfear.blogger.com.br"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;filho querido&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109408147839431128?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109408147839431128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109408147839431128' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109408147839431128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109408147839431128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/09/porque-um-dia-tudo-volta-e-depois-de.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109392079484231889</id><published>2004-08-30T19:41:00.000-07:00</published><updated>2004-08-30T20:03:27.216-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;O dom de se acabar com uma segunda-feira&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe das frases poéticas por hoje. O negócio vai ser bem visceral mesmo. Dando um tempo na semana de Marcèlle Coraline Cecília pra dizer nada.&lt;br /&gt;A verdade é que telefone sempre enche o saco. Essa é a grande verdade. As pessoas não querem medir as palavras pra falar comigo, mas me acham filho da puta porque eu não meço meus atos e desligo o ICQ na cara delas. Mas palavras podem ser faladas de qualquer maneira. Eu maltrato os outros. Quer saber... Eu não falo mais com quem eu não conheço. Só com quem é de carne e osso, tem olhos, boca e coração. Não gosto de conhecer gente da internet, e elas não me interessam mais, a partir de hoje elas se restringem ao pequeno espaço entre meu HD, meu modem e meu monitor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá senhorita &lt;b&gt;Gisa&lt;/b&gt;, dar as mãos e ir pra Nova Voigordvodina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ACERCA DA MACROGEOGRAFIA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Daniel Pellizzari&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Nova Voigordvodina, um homem que certo dia tentou ir à Lua amarrando quarenta e dói balões de hélio no pescoço desceu até o fundo de uma fossa que ele mesmo havia cavado no meio de seu quintal com uma pá emprestada e avisou que nunca mais sairia dali, pois já tinha visto tudo que existia pra ver. Na semana seguinte outro cidadão no Nova Voigordvodina deu início às suas tentativas de suicídio, das quais acabou desistindo quando de seu corpo só restava a unha comprida e suja do dedão do pé esquedo. Também em Nova Voigordvodina existia um palhaço que abandonara seu circo mas não sua fantasia e gostava de se esconder atrás de moitas nos parques, onde ficava fumando um cigarro mentolado atrás do outro para assustar os garotinhos de bermudas que invariavelmente apareciam atrás de uma bola. Na periferia da mesma cidade, perto de onde existia um lago formado de lodo esverdeado com gosto de mingau de maisena sem canela e alto teor alcoólico, vivia um rapaz de nome João Batista, que nos sábados espremia cravos de seu peito até que, ao invés de sebo, surgissem serpentes. Foi para Nova Voigordvodina que a equipe de reportagem da estação de rádio mais importante da capital foi enviada para entrevistar o dono do maior aquário de peixes tropicais do continente, que alimentava todos os dias apenas a vasta fauna de chatos que colhia com método de sua abundante pentelhama. No andar de baixo do mesmo condomínio estatal vivia um adolescente que certa manhã acordou com a mão direita no lugar da direita e a mão direita no lugar da esquerda e passou as semanas seguintes dividindo-se entre experimentar novas modalidades masturbatórias e tentando descobrir se havia se tornado um homossexual. Nova Voigordvodina criou seus próprios ritos funerários, onde os cadáveres não eram enterrados ou cremados ou deixados ao léu ou jogados no mar ou despedaçados para alimentar os abutres, mas despidos e destripados e depilados e salgados e deixados para secar pendurados pelos pés nas árvores de um bosque cheio de salgueiros e dois carvalhos. Foi em Nova Voigordvodina que as orelhas de todos os burocratas conhotos certo dia resolveram que cabeças não eram seu limite, alçaram vôo e desapareceram na estratosfera, enquanto todos os acadêmicos destros experimentavam diversas maneiras de colar seus umbigos de volta na parte baixa da barriga, de onde tinham escapado algumas horas depois de um almoço de língua com ervilhas. Não havia mulheres em Nova Voigordvodina, que assim, como um de seus habitantes que engoliu completamente a si mesmo até desaparecer sem deixar um bilhete de despedida, um dia simplesmente sumiu do mapa oficial do Império, sem que nada de verdadeiramente relevante tivesse acontecido em seu perímetro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vamos cantando aquela musiquinha du caralho que a gente ouviu junto ontem:&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;I'm running 'round the world alone&lt;br /&gt;I'm losing ground away from home&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fade away&lt;br /&gt;Don't let me fade away&lt;br /&gt;Just say it's all right, all right, all right&lt;br /&gt;Tell me there's still some time&lt;br /&gt;Fade away&lt;br /&gt;Don't let me fade away&lt;br /&gt;Just say it's all right, all right, all right&lt;br /&gt;And I'll be feeling fine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I feel my eyes run dry&lt;br /&gt;from learning not to cry&lt;br /&gt;Nothing seems to go as planned&lt;br /&gt;I'm curving down my spine&lt;br /&gt;Because this sun won't shine&lt;br /&gt;I see no light from where I stand&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'm running 'round the world alone&lt;br /&gt;I'm losing ground away from home&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109392079484231889?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109392079484231889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109392079484231889' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109392079484231889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109392079484231889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/08/o-dom-de-se-acabar-com-uma-segunda.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109381655195683371</id><published>2004-08-29T14:54:00.000-07:00</published><updated>2004-08-29T14:57:00.896-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;Marcèlle 4º dia de 7&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorda borrada, sombra azulada nas pálpebras. Tudo por culpa do telefone que tocava insistentemente. Atendeu com a voz sonolenta, quase sussurrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô.&lt;br /&gt;- Alô, Marcèlle?&lt;br /&gt;- Sim, quem é?&lt;br /&gt;- O Ricardo.&lt;br /&gt;- Ricardo? Mas que Ricardo?&lt;br /&gt;- Você se esquece das pessoas assim? O Ricardo de ontem? O da boate.&lt;br /&gt;- Ahhh, o Ricardo do inferno.&lt;br /&gt;(Risadinhas do outro lado do telefone).&lt;br /&gt;- Sim, esse mesmo.&lt;br /&gt;- Poxa, eu esperava que você fosse me ligar, mas justo agora? Podia ser mais tarde não?&lt;br /&gt;- Que horas você pensa que são mocinha?&lt;br /&gt;(Marcèlle olhou para o relógio e viu que tinha dormido prolongadas 18 horas. Só não conseguia entender porque ainda estava com tanto sono).&lt;br /&gt;- Olha Ricardo, me dá o seu telefone, eu vou terminar de acordar aqui e depois de ter feito isso eu te ligo, pode ser?&lt;br /&gt;- Claro.&lt;br /&gt;(Anotou o telefone em um guardanapo que estava sobre o criado-mudo e desligou o ?ring-ring?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcèlle gostava de telefones, mas odiava ser acordada. O mau humor era inevitável nessas horas. Mas ela poderia fingir estar sorrindo, as pessoas, mesmo que ao telefone, percebem que você está sorrindo. Ser simpático não é nenhum dom, pode-se muito bem fantasiar uma carinha risonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exercício matinal:&lt;br /&gt;Levantar o peso do próprio corpo cansado da cama, caminhar escorada na parede (step by step), subir os intermináveis degraus de sua escada, mais caminhada escorada na parede (step by step), abrir os olhos e se assustar com a claridade das seis da tarde. Nada como uma massagem ?chuveiral? depois de tanto exercício. Água quente. Marcèlle adorava o quando o banheiro ficava enfumaçado. Adorava escrever no espelho alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 horas de sono e o peso nos ombros ainda estava lá. O corpo doía. Mas tem coisas que não se pode entender. E Marcèlle não fazia questão de entender o que se passava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Café da manhã:&lt;br /&gt;Dois copos de Coca-Cola e um cigarro de filtro amarelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcèlle quase esqueceu de ligar para o tal Ricardo, se não fosse o papelzinho com o telefone em cima do criado-mudo jamais se lembraria do telefonema que a despertara a 2 horas atrás. Resolveu ligar para o tal moço às 2 da manhã, resolveu ligar para conversar um pouco, já que o verbo sair estava literalmente riscado dos planos de Marcèlle para o restante do dia.&lt;br /&gt;Túuu... túuuu... túuuu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô!&lt;br /&gt;- Por favor, o Ricardo está?&lt;br /&gt;- É ele.&lt;br /&gt;- Aqui é a Marcèlle?&lt;br /&gt;- Marcèlle? Mas que Marcèlle?&lt;br /&gt;Uma pessoa com senso de humor, Marcèlle gostava de pessoas com senso de humor.&lt;br /&gt;- A Marcèlle da noite passada.&lt;br /&gt;- Ahhh sim... A Marcèlle. Olá Marcèlle, como vai?&lt;br /&gt;- Vou bem senhor Ricardo, melhor agora que os olhos estão abertos.&lt;br /&gt;- Pois é, pensei que você não fosse ligar.&lt;br /&gt;- A verdade é que eu realmente pensei em não te ligar, mas sabe como é, ossos do ofício.&lt;br /&gt;- Ahhh, então quer dizer que a senhorita está dando uma de difícil.&lt;br /&gt;- É mais ou menos isso.&lt;br /&gt;- Que bom.&lt;br /&gt;Nesse instante Marcèlle pegou o Celular e saiu de casa, foi para a calçada para respirar um pouco do ar da cidade grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dostoievski pode esperar *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você estava dormindo?&lt;br /&gt;- Não, não... Onde você tá?- Na rua. Vem pra cá e vamos fazer alguma coisa. (nesse momento o plano de ficar em casa tinha acabado de ir para o brejo).- Mas fazer o quê?&lt;br /&gt;Porra. Como assim, fazer o quê?&lt;br /&gt;- Sei lá. O que você tá fazendo em casa?- Lendo.- Olhaí, podemos ler.&lt;br /&gt;Ele riu. Ufa. Pelo menos não estava dormindo, é o que as pessoas costumam fazer a essa hora.&lt;br /&gt;- Não sei, Marcèlle... Estou aqui lendo Dostoievski e...&lt;br /&gt;- Ah, pára! O Dostoievski pode esperar, eu não. Vem pra cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha como recusar. Às vezes eu tenho muito orgulho das minhas frases. Acabamos bebendo e conversando em um boteco qualquer, mas era óbvio que alguma coisa ia acontecer ali. Tensão sexual, eu adoro isso. Você sabe que a pessoa quer, você quer, mas vocês insistem em falar sobre o primeiro disco do Chet Baker.&lt;br /&gt;O dono do boteco nos expulsou pra lavar o chão com suas botas sete-léguas e decidimos ir para 'outro lugar'. Rodamos, rodamos, tudo fechado. Província é foda. Paramos em uma rua, fui trocar a música do cd e ele me atacou. Huh-huh, great. Já cansei de atacar, faço isso desde os 13 anos, está na hora dos homens se redimirem comigo. Começamos bem.&lt;br /&gt;Disse meu nome e encheu minha boca de porra. Mas não era qualquer porra, daquelas que têm gosto de cola tenaz com clorofina e farinha. A porra dele era doce. Doce mesmo, de verdade, gosto bom. Até me deixou sóbria. Eu, que tinha bebido sei lá quantas doses de whisky, fiquei sóbria quando o rapaz dos olhos mais lindos do mundo gozou na minha boca.&lt;br /&gt;Adoro isso de engolir porra. Não de qualquer um, claro. Eu engulo quando a conquista é grande. E não tem essa de engolir por amor. Afinal, quem ama quer ser correspondido. E ninguém que correspondesse faria sua musa, diva, deusa, amada e adorada engolir um troço com gosto tão ruim.&lt;br /&gt;Fora a dele. A dele era doce e não deixava aquele gosto impregnado. Bom pra caralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi um daqueles que você bate o olho e quer. Pelo menos eu quis. Ele veio falar comigo, mas por incrível que pareça, fiquei sem jeito.&lt;br /&gt;(lembranças)&lt;br /&gt;A última vez que alguém me deixou assim foi na quarta série, quando o menino mais bonito da classe me chamou pra tomar um sorvete. Depois de se divertir me constrangendo, ele me deu o telefone e disse para ligar. Arrã. Pode deixar. Alguns dias depois, nos encontramos de novo, mas dessa vez controlei meus hormônios e fiquei cool. Mesma coisa, disse pra ligar e lançou um olharzinho sugestivo. Liga, ele disse. Arrã. Pode deixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi ligar às 2 da manhã de uma quinta-feira. Pouco inoportuna, hein? Saí pra beber com uns amigos, eles foram embora e eu fiquei vagando pelas ruas. Bateu uma vontade gigante de vê-lo e como eu tinha a desculpa do balaço, toquei o foda-se e liguei.&lt;br /&gt;E você já sabe como acabou. Ele gozando na minha boca, dentro do carro, em uma rua escura.&lt;br /&gt;(fim das lembranças e começo dos comentários)&lt;br /&gt;Homens são mesmo clichês ambulantes. Depois de gozar, ele acendeu um cigarro e soltou a fumaça com um 'ahh' de prazer. Meu deus, eles fumam depois de gozar. Tem coisa mais Óliudiana? Não tem. Talvez aquela clássica cena da garota sexy mexendo os cabelos de um lado para o outro, mas vamos combinar, é foda, fumar depois de gozar é foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me levou pra casa. Perguntei se ele queria entrar (opá), mas ele disse que precisava ir. Então tá, eu disse. Nos vemos amanhã?, ele disse. Vemos, mas é a sua vez de ligar. Eu esgotei minha cota telefonando de madrugada, eu disse. Pode deixar, ele disse.&lt;br /&gt;Mas ele não ligou. E quer saber? Azar. Sim, queria vê-lo de novo. Não desesperadamente, mas queria. Sem neuras, por favor. Foi bom e é isso que importa. Essa sensação de conseguir o que quer é divina. Especialmente quando é na medida certa. Muito não é tudo. E tudo não é demais. Demais é quando enche o saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;* O texto Dostoievski pode esperar é de autoria de &lt;b&gt;Clarah Averbuck&lt;/b&gt;, e foi simplesmente 'mesclado' juntamente com o 4º dia de Marcèlle.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109381655195683371?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109381655195683371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109381655195683371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109381655195683371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109381655195683371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/08/marclle-4-dia-de-7-acorda-borrada.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109355738302513440</id><published>2004-08-26T14:55:00.000-07:00</published><updated>2004-08-26T14:56:23.026-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;Marcèlle 3º dia de 7&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passos desconexos na pista de dança, mão boba pra lá, mão boba pra cá. Dançava habilmente com o menino de olhos rasgadinhos, o menino que falava latim e que ofegava impiedosamente na nuca de Marcèlle. Que a essa altura da festa já estava suada e com os cabelos desgrenhados. Em certo momento, o menino de olhos claros soltou mais uma frase: ?Naevos nostros et cicatrices amamus?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Olha aqui, não leva a mal não, tu é bonito, dança bem, to gostando de estar aqui com você, mas será que dá pra falar alguma coisa que eu entenda? Realmente ficar falando o que eu não entendo não me enche de tesão e muito menos vai me levar pra sua cama.&lt;br /&gt;-         Opa, uma abordagem direta. Gosto de pessoas diretas. Sem rodeios e coisas do tipo. Estamos dançando aqui a um bom tempo e até agora você não me disse o seu nome.&lt;br /&gt;-         Eu não disse? Como assim? Acho que foi você quem não perguntou. Mas me chamo Marcèlle.&lt;br /&gt;-         Muito prazer Marcèlle, me chamo Ricardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcèlle gostava de nomes que começavam com ?R?. Era apaixonada por nomes. Em sua agenda tinha uma lista infindável de nomes, dos mais bizarros aos mais poeticamente perfeitos. Um estranho gosto, diriam alguns. Era como um cacoete, só que ao invés de tiques, ela escrevia nomes na sua agenda. Mas Ricardo não precisava saber disso, seria meio patético dizer: Ahhh, eu gosto de nomes que começam com a letra ?R?, melhor dizendo, seria deploravelmente patético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E durante as apresentações, Ricardo deu um selinho em Marcèlle, que não ficou satisfeita com o pequeno ?abuso? do rapaz, puxando-o em seguida, jogando-o contra seu corpo e lascando-lhe um beijo voraz, chupando língua e saliva com vontade. Marcèlle não gostava de frescuras, preferia pessoas diretas, e o rapazinho não era tão direto assim, talvez por causa da pouca idade, pelo menos aparentava ter pouca idade, não mais que 20 anos, enquanto Marcèlle no auge dos seus muito bem vividos 23 anos sabia muito bem o que queria e não fazia rodeios para chegar onde queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse instante Marcèlle lembrou-se das amigas que estavam sentadas na mesa e resolveu ver como elas estavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Ricardo me espera aqui que eu vou ali conversar com as minhas amigas.&lt;br /&gt;-         E será que eu te vejo hoje ainda?&lt;br /&gt;-         Mas é claro, me espera no bar daqui a uns 40 minutos que eu estarei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para trás, deu uma piscadinha maliciosa com a língua encostada no lábio superior esquerdo e saiu para encontrar suas companheiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando à mesa, Marcèlle deu de cara com suas amigas sendo praticamente fodidas por mãos desconhecidas na mesa, dois rapazes faziam companhia para as amigas, e estavam com as mãos por debaixo de seus vestidos enquanto as beijavam com vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Desculpem-me pela intromissão, mas só estou pegando a minha bolsa. Preciso ir ao banheiro retocar a minha maquiagem.&lt;br /&gt;-         Marcèlle, não se esqueça da gente aqui não, por favor, não vá embora sem nos avisar.&lt;br /&gt;-         Não se preocupem moças, viemos juntas e vamos embora juntas, a menos que vocês não queiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outro sorriso malicioso foi solto no ar enquanto virava as costas e seguia em direção ao toalete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suor, cabelos desgrenhados, maquiagem borrada, olhos de panda, não estava feia, muito pelo contrário, estava linda, com um ar meio blasé meio esnobe Marcèlle retirou o batom de cor clara da bolsa e passou nos lábios, tirou o excesso com um papel toalha e aproveitou para retirar o excesso da maquiagem dos olhos. Uma mulher que saia do banheiro passou a mão nas coxas de Marcèlle, o que não a assustou, mas não esperava por aquilo. Não disse nada, fechou a cara e fingiu que nada tinha visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40 minutos depois, Marcèlle no bar pedindo o de sempre, vodca com alguma coisa misturada, leu o menu e pediu uma batida qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco minutos depois Ricardo reaparece no local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Você está atrasado mocinho, não é nada elegante deixar uma dama sozinha em um lugar como este, cheio de abutres (machos e fêmeas) rondando pra lá e pra cá atrás da refeição da noite.&lt;br /&gt;-         Me desculpe mocinha, não queria te fazer esperar. Mas sabe como é, relógios nunca estão no mesmo horário. Sempre atrasados ou adiantados alguns minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcèlle não estava preocupada com explicações, falou por falar. Como uma mulher qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversas, assuntos bobos, alguns sorrisos amarelos, cigarros, vodca, beijos, língua, mãos, desejo. A madrugada perdurou e tarde da noite Marcèlle já não agüentava mais ficar de pé, o salto a estava matando. Disse a Ricardo que precisava ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Mas já? (o rapazinho pareceu assustado)&lt;br /&gt;-         Como assim já meu bem? Já são 05:37 da manhã. Hora de uma mocinha como eu estar na cama.&lt;br /&gt;-         Eu te ponho na cama, te faço cafuné e durmo abraçado com você.&lt;br /&gt;-         Não meu bem, hoje não, eu te dou o meu telefone e a gente combina de sair outro dia, mas hoje realmente não estou a fim de ir para cama com você.&lt;br /&gt;-         Ricardo ficou meio chateado com a resposta da moça, mas aceitou o seu telefone.&lt;br /&gt;-         Não é que seja você, quando eu falei você estava me referindo a qualquer homem que tivesse feito essa proposta.&lt;br /&gt;A situação melhorou um pouco, Ricardo parecia ter ficado feliz ao ouvir aquilo.&lt;br /&gt;-         Mas eu posso te ligar mesmo?&lt;br /&gt;-         Claro, é por isso que estou te dando o meu telefone, pra você me ligar, algum dia, dia nenhum, você escolhe.&lt;br /&gt;-         Pode ter certeza de que vou te procurar.&lt;br /&gt;E a despedida foi longa, beijos, mãos, desejo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a despedida Marcèlle foi atrás das amigas, que estavam na mesma mesa,sentadas e suadas, devem ter ido dançar pensou Marcèlle, com os mesmos caras, agora com um ar meio enjoado/enojado. Pareciam alcoolizadas com a conversa dos rapazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Estou indo embora, alguém me acompanha?&lt;br /&gt;-         Claro, estou indo com você.&lt;br /&gt;-         Eu também.&lt;br /&gt;Levantaram-se rapidamente e foram saindo, mal-mal se despediram dos rapazes. Que não sentiam mais nenhum tipo de desejo pelas meninas, pois haviam feito uma festinha louca no banheiro feminino. Talvez por isso as amigas de Marcèlle estivessem cabisbaixas, com um olhar meio envergonhado. Mas não estava a fim de conversar sobre isso, pois tinha acabado de ter uma noite agradável, tinha conhecido um cara legal, tinha bebido sua bebida qualquer misturada com vodca e riu, sorriu, cantou, dançou se divertiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estavam saindo Marcèlle deu uma olhada pelo local, travestis rebolando na pista de dança, seios a mostra nos cantos do inferno, caralhos eretos e pulsantes em mãos hábeis, e olhando pra tudo isso Marcèlle saiu do inferninho de vovó Mafalda e seguiu para o seu carro, para sua casa.&lt;br /&gt; Chegou em casa com o dia amanhecendo. É bonito ver o nascer do sol em Belo Horizonte. Gostava de ficar perdida, olhando pro horizonte, vendo fachos amarelo reluzentes quase alaranjados saindo por detrás dos prédios. E com esse lindo dia Marcèlle abriu a porta de casa, quase adormecendo, tirou o salto, tirou o salto e adormeceu com o vestido de festa. Nessa noite, Marcèlle dormiu de rímel e acordou de sombra...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109355738302513440?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109355738302513440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109355738302513440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109355738302513440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109355738302513440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/08/marclle-3-dia-de-7-passos-desconexos.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109313352502657253</id><published>2004-08-21T17:10:00.000-07:00</published><updated>2004-08-21T17:12:05.026-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;Marcèlle 2º dia de 7&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma reconfortante noite de sono, a roupa do dia seguinte ainda estava no corpo. O gosto seco saindo da boca. Parecia que alguém sugado todo o seu estoque de saliva. Sentia a língua estranha, sentia uma leve dor de cabeça e tinha vontade de vomitar. Podíamos dizer que eram os efeitos da inconseqüência da noite anterior, mas havia bebido um único copo de vodka com suco de pêssego e tinha dormido cedo. O rádio relógio sobre a cômoda marcava insistentemente sete horas da manhã em ponto, sem segundos e sem minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criou coragem e levantou-se da cama e foi caminhando até o banheiro se apoiando nas paredes de pátina do seu quarto. Andando meio devagar, pois não queria levar um tombo, pois sabia que se caísse ali simplesmente não conseguiria se levantar. O corpo cansado demais. Nada como um banho mormo para revigorar o corpo, e com esse pensamento Marcèlle adentrou-se no boxe fume e deixou a água do potente chuveiro massagear-lhe as costas. Lavou os cabelos com xampu de maça, esfregou o corpo com algum sabonete neutro que estava na saboneteira enquanto cantarolava alguma música francesa antiga. (Música que esse estúpido escrevente com certeza desconhece).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após sair do banho sentindo-se bem melhor, já enrolada no roupão de banho rosa de algodão. Desceu as escadas até a cozinha e pegou um cacho de uvas para o café da manhã. Enquanto andava com o cacho de uvas pela casa, ora colocando uma na boca, viu o gato cinza de seu pai se coçando na quina da escada.  Não deu muita importância, não gostava de gatos. Pegou o jornal do dia para ler e nada lhe interessou muito, correu os olhos em alguns quadrinhos de humor momentaneamente lhe interessaram e subiu para trocar sua roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calor, verão em Belo Horizonte. Decidiu colocar um vestido solto e uma sandália baixa, sem salto. Olhou-se no espelho e se achou sexy. E isso era o que realmente importava. Enquanto isso decidiu sair para comprar algo para fazer o almoço, nada muito pesado, uma leve salada com algum suco natural. Marcèlle não almoçava em dias comuns, mas hoje estava com vontade de cozinhar, e o almoço foi um simples pretexto. Saiu, comprou folhas verdes, rabanete, um vidro de palmito em conserva, azeitonas verdes, e algumas batatas, levou algumas laranjas para fazer o seu suco, já que Marcèlle odiava refrigerantes, a não ser que eles viessem misturados com alguma coisa altamente alcoólica, mas isso não vem ao caso agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em casa preparou o seu almoço, que não será detalhadamente descrito aqui para que o texto não fique chato e monótono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almoçando decidiu ligar o rádio para ver quais eram as bandas do momento, músicas, letras e melodias. Era apaixonada por música, adorava ouvir e falar sobre música, adorava sentir cheiro de música pelo seu quarto, adorava colocar um cd quando chegava em casa depois de uma balada, cada melodia dizia o que Marcèlle sentia naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o almoço resolveu ligar para as amigas para conversar futilidades. Marcèlle não confia em mulheres, por isso, nada de se abrir e falar coisas para suas amigas, amigas não são nada mais do que boas companhias para momentos de distração/diversão. Falou que queria sair e combinaram de sair tarde da noite, quando a noite de Beagá fica boa, lá pelas onze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a chegada da noite Marcèlle leu algumas poesias de um livro qualquer de Charles Baudelaire. Cochilou quando a noite caiu e acordou novamente quando o ?cuco? da sala apitou nove da noite. Levantou meio sonolenta-cambaleante e resolveu se aprontar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou um banho gelado para despertar. Adorava sentir a água caindo pelo corpo. Preferia tomar banho na sua grande e redonda banheira de hidromassagem, mas hoje não tinha tempo para relaxar. Enrolou-se na sua toalha de algodão e saiu com os cabelos molhados, ainda pingando gotas de água sobre chão. Com esse calor daqui, já já a água evapora, não se preocupou muito com isso. Passou intermináveis minutos frente ao armaria escolhendo o que ia vestir para a sua noite. Por mais que Marcèlle seja uma mulher diferente, ela ainda é mulher, e por isso o tempo que ela gasta para se aprontar é igual ao que qualquer outra mulher normal gastaria. Demorou, mas ficou linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onze e quinze e o telefone toca, Marcèlle, assim a gente vai sair só amanhã, será que dá pra ?apertar o passo?? Marcèlle pegou o maço de cigarros, o batom, e colocou-os na bolsa. Propositalmente Marcèlle esqueceu o celular em cima da cômoda, não queria ser incomodada por ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcèlle passou na casa das amigas meia hora depois do combinado (onze e meia), trocaram selinhos e partiram rumo deliciosa e fresca noite que as aguardava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Pra onde vamos?&lt;br /&gt;-         Não sei, tem uma boate no São Pedro que dizem ser boa.&lt;br /&gt;-         Qual o nome?&lt;br /&gt;-         Eles chamam o lugar de inferninho da vovó Mafalda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento Marcèlle fez beicinho, mas resolveu ver do que se tratava. Nada de julgar lugares por causa de seus nomes estranhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto se dirigia para o inferninho da vovó Mafalda Marcèlle entrou em ruas desconhecidas, becos sem saída e depois de vinte e cinco minutos na direção do seu carro um ponto zero, chegaram ao famoso inferninho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira impressão foi boa. Gente bonita circulando por lá. A aparência da boate era agradável e o melhor de tudo, tinham motoristas para estacionar o carro. Saíram do carro apressadamente, pegaram suas fichas de consumação mínima na porta do inferno e tinham que escolher uma pulseira para colocar no braço, vermelha, comprometida, amarela, somente afim de curtir e verde, completamente disponível. Marcèlle pegou uma de cada cor para ficar mais fashion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entraram, procuraram uma mesa e deram sorte, um casal saia de uma delas no segundo piso do inferno. As meninas sentaram, menos Marcèlle que deixou sua bolsa em cima da mesa e foi para a pista dançar freneticamente ao som de alguma batida meio rouca de um DJ alemão. Até que em certo momento daquela batida louca que parecia ser insistentemente a mesma o tempo todo, ela ouviu um sussurro em seu ouvido: ?Latere semper patere, quod latuit diu?. Não entendeu merda nenhuma, mas também não se preocupou em perguntar do que se tratava, já que rapazinho, aparentemente mais jovem do que ela, tinha um lindo olhar azul de olhos rasgadinhos, olhos que pareciam duas vírgulas quando ele sorria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim acabou o segundo dia de Marcèlle, já que já eram meia-noite e uma da madrugada e o terceiro dia estava começando agora...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109313352502657253?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109313352502657253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109313352502657253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109313352502657253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109313352502657253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/08/marclle-2-dia-de-7-depois-de-uma.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109259702227521718</id><published>2004-08-15T12:04:00.000-07:00</published><updated>2004-08-15T12:13:12.603-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E a senhorita Marcèlle Coraline Cecília está de volta. Com seu jeito meigo, com seu olhar melancólico... Novamente suas aventuras publicadas. Uma semana. Sete dias de um poente desbotado. No caminho coberto por flores rosas, cortado-o. Transmutação de donzela em puta. Por pouco tempo. Poucas horas. Agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;Marcèlle 1º dia de 7&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcèlle estava sentada em um bar na Savassi. Marcèlle odeia a Savassi, mas ainda a freqüenta porque sabe que só lá pode encontrar com seus amigos, que ainda insistem em beber naqueles bares caros. Ela não tem nada contra gastar dinheiro, mas acha que para se fazer isso deve-se sentir um pouquinho de prazer. E Marcèlle não tem nenhum tesão pela savassi. Ela gosta de caminhar pela praça da Liberdade domingo de manhã pós feriado. Acha linda aquela praça vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Marcèlle ainda estava no bar, pediu ao garçom alguma coisa misturada com vodka, qualquer coisa, podia ser suco. E foi o que moço fez. Trouxe suco de pêssego misturado com vodka para a senhorita linda de olhos azuis cintura fina, seios pequenos, saia um pouco acima dos joelhos, óculos escuros sobre a cabeça segurava a franja. Uma moça linda. Perfeita. E o garçom também achava isso. Mas Marcèlle não estava muito afim de conversar neste dia. Queria conhecer alguém. Hoje Marcèlle estava para rapazes, não queria conhecer garotas. Marcèlle queria se apaixonar. Estava com saudade de sentir a perna bamba, a palma da mão suando, saudade de sentir saudade de alguém. Saudade. Humpffff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que hoje Marcèlle estava cansada da viagem, ela quer sair para se apaixonar. Mas hoje ela só quer dormir. Pensar na vida, respirar o ar da cidade grande. Olhar pra cidade que tem um Belo Horizonte e rever algumas poucas pessoas. Hoje, sem saco para nada. Ela não está nos seus dias ?ovulantes?, mas não tem saco. Meninas temperamentais às vezes enchem o saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente não estava afim de encher o saco de ninguém hoje. Pagou seu ?suco? e voltou para casa, ligou o som... e Marcèlle chorou ao ouvir a linda canção feita em 1982, quando ela nem era nascida, por Joe Jackson, a música se chamava Real Men. Mas a voz que cantava a música deixava-a ainda mais perfeita. Tori Amos cantava uma versão mais recente. Linda. Foi impossível não cantarolar com a música...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Take your mind back - I don't know when&lt;br /&gt;Sometime when it always seemed&lt;br /&gt;To be just us and them&lt;br /&gt;Girls that wore pink&lt;br /&gt;And boys that wore blue&lt;br /&gt;Boys that always grew up better men&lt;br /&gt;Than me and you&lt;br /&gt;What's a man now - what's a man mean&lt;br /&gt;Is he rough or is he rugged&lt;br /&gt;Is he cultural and clean&lt;br /&gt;Now it's all change - it?s got to change more&lt;br /&gt;'Cause we think it's getting better&lt;br /&gt;But nobody's really sure&lt;br /&gt;And so it goes - go round again&lt;br /&gt;But now and then we wonder who the real men are&lt;br /&gt;See the nice boys - dancing in pairs&lt;br /&gt;Golden earring golden tan&lt;br /&gt;Blow-wave in the hair&lt;br /&gt;Sure they're all straight - straight as a line&lt;br /&gt;All the gays are macho&lt;br /&gt;Can't you see their leather shine&lt;br /&gt;You don't want to sound dumb - don't want to offend&lt;br /&gt;So don't call me a faggot&lt;br /&gt;Not unless you are a friend&lt;br /&gt;Then if you're tall and handsome and strong&lt;br /&gt;You can wear the uniform and I could play along&lt;br /&gt;And so it goes - go round again&lt;br /&gt;But now and then we wonder who the real men are&lt;br /&gt;Time to get scared - time to change plan&lt;br /&gt;Don't know how to treat a lady&lt;br /&gt;Don't know how to be a man&lt;br /&gt;Time to admit - what you call defeat&lt;br /&gt;'Cause there's women running past you now&lt;br /&gt;And you just drag your feet&lt;br /&gt;Man makes a gun - man goes to war&lt;br /&gt;Man can kill and man can drink&lt;br /&gt;And man can take a whore&lt;br /&gt;Kill all the blacks - kill all the reds&lt;br /&gt;And if there's war between the sexes&lt;br /&gt;Then there'll be no people left&lt;br /&gt;And so it goes - go round again&lt;br /&gt;But now and then we wonder who the real men are&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em meio à lágrimas e falta de paciência, Marcèlle adormeceu querendo se apaixonar... Adormeceu ouvindo Real Men... Chorando-sorrindo, triste-feliz, alegre-cantante...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109259702227521718?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109259702227521718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109259702227521718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109259702227521718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109259702227521718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/08/e-senhorita-marclle-coraline-ceclia.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109240021452022716</id><published>2004-08-13T05:20:00.000-07:00</published><updated>2004-08-13T05:34:21.140-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;A gentil arte de saber ficar fora da sala de aula&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem a noite estava fria. O vento me apodrecendo as orelhas. Mas sabe como é, é melhor ficar passando frio do lado de fora da sala do que ficar no aconchego quente das carteiras, coleguinhas bunitos e da combinação professor-quadro negro (no caso, um troço branco pra se escrever com pincel).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi mal, mas ontem a noite foi ducaralho, foi por uma boa causa, matei aula. Encho a boca pra falar isso, mas agora estou começando a ficar com a consciência pesada. A segunda semana de aula tá terminando e eu ainda não assisti nenhuma aula, minhas faltas estão começando a me preocupar. E os meus amiguinhos acadêmicos demais vão me achar estúpido e incoerente. Mas tá aí uma coisa que não vai fazer muita diferença. Ser incoerente em instituições acadêmicas nem é tão ruim assim. Talvez seja. Mas que mal há em ter uma visão otimista das coisas? Hein, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tava com saudade de rir com o pessoal, ontem a barriga doeu. Muitas gargalhadas. Hoje sexta-feira 13, mês de agosto. Talvez seja bom ir com um galho de arruda atrás da orelha pra faculdade hoje. Os alunos do prédio de direito estão querendo jubilar a &lt;i&gt;turma do sereno&lt;/i&gt;, a gente ri alto demais e atrapalha as aulas dos futuros &lt;i&gt;adevogados&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O juiz abre a sessão: &lt;b&gt;O ESTADO CRISTÃO X TURMA DO SERENO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois dessa baboseira toda, eu só preciso saber de uma coisa. As férias de novembro começam que dia mesmo?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109240021452022716?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109240021452022716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109240021452022716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109240021452022716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109240021452022716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/08/gentil-arte-de-saber-ficar-fora-da.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109201721364020646</id><published>2004-08-08T19:01:00.000-07:00</published><updated>2004-08-11T05:38:29.603-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img height="274" src="http://www.satinsheets.ubbi.com.br/blog/damone.jpg" width="345" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Me deixa tocar seus sonhos.&lt;br /&gt;Me envolva por sob sua pele e me queira sutil. Pervertido. Opressor. Agressor.&lt;br /&gt;Me faça querer e me sinta desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos nas nucas nuas.&lt;br /&gt;Os pés sob edredons coloridos. Partindo do porto dos lamentos. Para chegar no destino dos caminhos que nunca começam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Separado por viagens inesquecíveis.&lt;br /&gt;E lágrimas de eu queria ter sido.&lt;br /&gt;Me deixe sentir o gosto da decadência.&lt;br /&gt;Me deixe perdido no meio dos escombros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra poder partir e encontrar meu lar.&lt;br /&gt;Pra poder voltar e me sentir em casa.&lt;br /&gt;Pra querer cortar as lamúrias de quem sorri demais.&lt;br /&gt;Oprimindo a juventude vulgar das formas &lt;b&gt;não-métricas&lt;/b&gt; de algo irreconhecível...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;____________________________________&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foto by: Damone&lt;br /&gt;Texto by: R. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109201721364020646?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109201721364020646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109201721364020646' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109201721364020646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109201721364020646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/08/me-deixa-tocar-seus-sonhos.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109199028948605171</id><published>2004-08-08T11:12:00.000-07:00</published><updated>2004-08-08T11:38:09.486-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;Amanhã lá, naquele lugar&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisto (prep em + pron demont. isto), 08 de agosto de 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as coisas tem verdades escondidas por detrás daquela aparência inocente de meninas puras e delicadas. Coisas. Formas. Sem vida. Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anda difícil crescer por essas bandas de cá. Medo. Somos adeptos da cultura do medo. Temos medo de sair de casa e nos divertir. Temos medo de enfrentar a selva brasileira. A lei do olho por olho e do dente por dente. Medo de ir ao teatro enriquecer nossos olhares nervosos e vermelhos de ver desgraças em telejornais que conseguem altos índices de audiência mostrando notícias de decaptação no oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê minha cultura? Quando é que vou poder ir ao cinema, pegar ônibus no centro da cidade e poder levar o celular? Quando é que vou poder fumar sossegado meu cigarro sem ser amolado por um transeunte mal encarado me pedindo um trago? Quando é que vou poder andar com sacolas de livros sem ser perseguido? Quando? - Não tem quando. Hoje é um amanhã sem vida. Amanhã é uma história de ficção. Onde putas observam das sacadas cafetões queimando mamilos de bicha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia no meio dessa parafernália toda de tecnologias digitais. Ficou mais chato sair de casa. Aluga-se DVD, ouve-se MP3 na tevê. Enquanto você conecta na internet e baixa as notícias do que aconteceu no mundo hoje. Tudo isso sem ter que sair do aconchego do seu lar. Uma vida sem riscos. Mas onde está a graça nisso tudo? Onde está a graça do pôr do sol? Onde está a graça dos ventos frios? Onde está a graça dos risadas estranhas? Onde está a graça das roupas coloridas? Onde está a graça do sorriso sem graça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida nos prega peças estranhas. Não tenho o hábito de sair muito de casa. As amizades não ajudam. As noites muito menos. Já me jogaram isso na cara. &lt;i&gt;Você não sai de casa e não cata mulher.'&lt;/i&gt; - O engraçado é que ser conquistador não é uma tarefa difícil. O difícil é achar gente interessante. Hoje em dia você não pode se atrever muito. As mulheres andam com navalhas afiadas escondidas dentro da meia calça, na altura das coxas. E toda noite que conta uma história começa ali, nas coxas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso pouco importa. Isso daqui não é um blog de sensações pessoais acerca do que deveria estar sendo mas não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou começar a pensar o meu epitáfio. Sabe como é. É bom pensar no futuro. E essa é a única certeza que podemos ter dele (o futuro). Todo mundo enterra... Todo mundo é enterrado. Com terra esmagando os peitos. Sem caixão. Enterrados como indigentes. Em &lt;b&gt;Voigordivodna&lt;/b&gt;. A cidade que só existe aqui. No preto e branco das retinas amarelas de vergonha.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109199028948605171?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109199028948605171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109199028948605171' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109199028948605171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109199028948605171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/08/amanh-l-naquele-lugar-nisto-prep-em.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109174514941316713</id><published>2004-08-05T15:32:00.000-07:00</published><updated>2004-08-05T15:32:29.413-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;Crucificado pela segunda vez...&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha os peitos tão grandes, e segurava a Bíblia com tanto entusiasmo, que os bicos dos seios duros e acesos, pareciam dois espinhos sob a blusa. Jesus amassado ali no meio de tanta substância, sentia-se crucificado pela segunda vez...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109174514941316713?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109174514941316713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109174514941316713' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109174514941316713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109174514941316713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/08/crucificado-pela-segunda-vez.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109165312511009334</id><published>2004-08-04T13:49:00.000-07:00</published><updated>2004-08-04T13:58:45.110-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;Experiência de vida&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de velhos. Gosto da vivacidade escondida por detrás das rugas e da pele flácida. Gosto do cheiro de loção de bebê que eles usam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fiquei conversando um bom tempo com uma velhinha que estava sentada na mesinha da loja de conveniência do posto de gasolina onde eu trabalho (cerca de 20 minutos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá meu filho.&lt;br /&gt;- E aí... Beleza? Como vai a senhora?&lt;br /&gt;- Tudo bem. E você.&lt;br /&gt;- Tudo bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você furou a boca?&lt;br /&gt;- Furei (e dei um puxão no piercing pra mostrar que o porcaria da argolinha não era de pressão, enquanto isso, ela fazia uma cara de dor e de repúdia).&lt;br /&gt;- Você é tão bonito, um menino inteligente, faz essas coisas por modismo não meu filho.&lt;br /&gt;- Pode deixar... Eu vou tirar (um dia...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a gente conversou sobre meninas, sexo e o caralho a quatro. Ela me falou de amor próprio. Uma doce nova senhora velha. E ela me disse: 'Você já reparou como as meninas gostam de homens de terno?'&lt;br /&gt;Já... Meninas gostam de estatus senhora. E é por isso que elas adoram &lt;i&gt;'adevogados'&lt;/i&gt; de terno e gravata que andam por aí com leis e códigos tatuados na testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E meninas se sentem atraídas por homens de ternos. É verdade. Talvez eu comece a usar ternos, para chamar a atenção. Ou talvez eu simplesmente pendure uma melancia no meu pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é bom conversar com pessoas de mente aberta, maleáveis. Tranqüilas. Meu dia valeu a pena simplesmente por isso. Porque eu ando adiando ser eu. E tô de saco cheio de olhar na porra do espelho. E hoje o dia foi menos chato. E a gente pode dormir mais tranquilo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109165312511009334?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109165312511009334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109165312511009334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109165312511009334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109165312511009334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/08/experincia-de-vida-eu-gosto-de-velhos.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109149307632515863</id><published>2004-08-02T17:25:00.000-07:00</published><updated>2004-08-02T17:31:16.326-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;08 de maio de 2003&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as pessoas falsas me cansam (hipócritas demais)&lt;br /&gt;E esse meu ranço me cansa (incompreensível e tedioso demais)&lt;br /&gt;E os meninos me cansam (machistas demais)&lt;br /&gt;E as meninas me cansam (feministas/sexistas demais)&lt;br /&gt;E os avós me cansam (cansados demais)&lt;br /&gt;E o horário político me cansa (explicações demais)&lt;br /&gt;E as instituições de ensino me cansam (gaiolas de pensamentos)&lt;br /&gt;E me cansa não ter uma caixa de bonbons ao meu lado,&lt;br /&gt;Me cansa essa falta de sentir falta de alguém&lt;br /&gt;Me cansa escrever sobre cansaços e saudades, me cansa escrever sobre qualquer coisa. Acho que tá no hora de dedicar aos filmes, a culinária e a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cama, edredom e pipoca (em seus inúmeos sabores e acompanhamentos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a gente tá cansado de tudo, doente, deprimido, sem vontade de falar, conversar, ouvir pessoas, sem saco pra acreditar nas coisas, sem pensamentos positivos pra levantar o ego da gente, nos resta observar as coisas e sentir saudade de outras.&lt;br /&gt;Acho que outono-inverno combina com lembranças e recordações, com saudade de coisas e pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só me vem a mente àquela musiquinha triste que eu colocava no repeat do rádio e deixava tocando por horas incessantes. (Acho que consegui enlouquecer alguém com aquela música).E eu não quero sair de casa, quero ficar só recordando dessa minha vidinha corrida e cheinha de momentos bons, já que ultimamente só tenho passado por situções estranhas. Não quero mais recordações dessas coisinhas estranhas, só quero esquecer, tudo. Passar uma borracha. Um corretivo bem grosso, vencido de preferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quero sentir saudade das placas de poeira que se acumulam facilmente debaixo da minha cama.&lt;br /&gt;Saudade da margarida que toma sol todas as manhãs na minha janela.&lt;br /&gt;Saudade dos livros da minhas escrivaninha,&lt;br /&gt;Das minhas canetas azuis,&lt;br /&gt;Das minhas lapiseiras zero-cinco,&lt;br /&gt;Do meu dicionário de francês,&lt;br /&gt;Saudade do meu bom humor&lt;br /&gt;Saudade das meias e roupas que iam se acumulando por semanas a fio num canto qualquer do meu quarto.&lt;br /&gt;Saudade dos meus cds originais com encartes originais e com letrinhas de músicas em inglês pra eu ler.&lt;br /&gt;Saudade da minha amiga que me deixava chorar nos braços dela, e das marcas de batom que ela deixava no meu pescoço.&lt;br /&gt;Saudade da humildade de sempre querer aprender mais, de querer saber tudo, sempre ativo e atento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a gente é jovem a gente pensa como um... suicida.&lt;br /&gt;Fazendo o que nos dá na telha fazer, bebendo a quantidade que nosso organismo aguenta, comendo porcaria gordurosa e cheia de colesterol, fumando baseado, tragando Luckie Strike, tomando "doce" e ficando doidão a noite toda. Tudo nessa época é feito SEM CAUSAS... E SEM CONSEQÜÊNCIAS.&lt;br /&gt;E ainda me perguntam por que eu sinto saudade das coisas que eu fazia antigamente.&lt;br /&gt;E entre os meus queixumes tem gente que não consegue entender por que a gente virá alcóolatra, drogado, doente. Porra. Visão positivista da vida é o escambau. A gente cresce e fica bobo. Amadurece e deixa que as nossas atitudes e decisões tomem conta da gente. Responsabilidade é o caralho. Eu quero é me divertir...&lt;br /&gt;E mesmo assim, com toda essa vontade de mudar as coisas, as minhas coisas, eu não consigo. Elas parecem imutáveis. E alguns dizem. As mudanças partem de você, basta você querer, você é o seu Deus e você pode tudo o que você quiser. Cala a boca, tô afim de ouvir ladainha não. Eu não tenho dinheiro, eu não tenho saco pra ouvir as pessoas, eu não tenho ânimo pra ler coisas...&lt;br /&gt;E tudo isso passa a fazer parte daquela lista de coisinhas que a gente não entende, ou sabe e finge que não entende. Lista das coisinhas incovenientes.&lt;br /&gt;São como as minhas margaridas suicidas que todas as manhãs tomavam sol na janela do meu quarto, lindas, brancas... mas um dia elas se cansaram, e se chocaram brutalmente contra o chão, e elas não resistiram a queda.&lt;br /&gt;O meu final será menos trágico. Eu simplesmente vou calçar o meu All Star e me levantar dessa cama. Porra, tava pensando o que? Achou que tu ia ficar livre de mim assim?&lt;br /&gt;Foi mal, mais sorte da próxima vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo depois dessa lorota toda...&lt;br /&gt;A música saudosa tá tocando...&lt;br /&gt;E a poeira acumulando...&lt;br /&gt;E o monte de meias está crescendo...&lt;br /&gt;E a lista de compras está completa&lt;br /&gt;E tem cd novinho e original pra ouvir...&lt;br /&gt;E tem aspirina pra gripe e chá quentinho no fogão pra melhorar a dor de garganta...&lt;br /&gt;E tem esperança de melhora&lt;br /&gt;E tem desafeto novamente&lt;br /&gt;E vontade de conhecer meninas bonitinhas pra ver filme e comer pipoca juntinhos...&lt;br /&gt;E vontade de respirar... (mas o catarro tá obstruindo as fossas nasais...)&lt;br /&gt;E carência de mim...&lt;br /&gt;Ahhhh como é bom sentir esse cheirinho de ontem no mundo de hoje!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109149307632515863?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109149307632515863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109149307632515863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109149307632515863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109149307632515863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/08/08-de-maio-de-2003-e-as-pessoas-falsas.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109124269860437429</id><published>2004-07-30T19:57:00.000-07:00</published><updated>2004-07-30T20:03:32.370-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Diálogo que virou monólogo.&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá moço melodramático, como é que andam as coisas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra, melodramático? Eu estava apenas sendo irônico e não melodramático, tô pouco me fudendo com o que vocês falam a meu respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, mas eu achei que o seu último texto ficou com um "quê" de melodrama!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu pode achar o que tu quiser, eu nem perguntei. Só disse que eu tava sendo irônico, e é o que eu realmente estava sendo, agora se tu quiser me chamar de melodramático ou xyz fotossintético... Paciência! Vou fazer o que? Ficar tentando argumentar com você sobre o que eu escrevi simplesmente para ouvir no final da sua última fraser: "mas eu achei que você foi melodrmático! Tá caralho, fala o que tu quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas não era pra você ficar bravo. Eu tava simplesmente expressando a minha opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu pode expressar o que tu quiser onde tu bem entender, mas aqui sua opinião será simplesmente expremida, isolada, deixada de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é um estúpido que não sabe argumentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Argumentar sobre o que? Opiniões pessoais sobre o que eu disse ou deixei de dizer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, basicamente é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então vai se fuder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas... mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas o que? Tá tentando falar ainda? Pára de falar. Vai pra casa, acende um cigarro, alugue um filme, estoure pipoca, chame a sua menina pra lhe ouvir e me deixa em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... Você realmente ficou bravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não fiquei não. Eu só não quero falar nada com você. Menino débil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Débil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 minutos depois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não vai me explicar o que tu quis dizer com débil não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 minutos depois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, a gente é amigo... vai me respoder não caralho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 minutos depois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra, não me ignora assim não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 dias depois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não tenho pressa. Mas você vai ter que me explicar isso direitinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 dias depois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Será que dá pra você se apressar? Tô começando a ficar impaciente com o sua falta de consideração a minha pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 dias depois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tô ficando cansado com sono e com muita fome e sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E 30 dias depois o menino rouba a cena e morre anêmico e desidratado...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109124269860437429?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109124269860437429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109124269860437429' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109124269860437429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109124269860437429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/dilogo-que-virou-monlogo.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109096683994248604</id><published>2004-07-27T15:20:00.000-07:00</published><updated>2004-07-27T15:20:39.943-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Vai escrevendo ae... &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é que nunca falou palavrão na vida? &lt;br /&gt;Quem é que nunca chorou por causa de uma mulher? &lt;br /&gt;Quem é que nunca achou que amava alguém e depois viu que tudo era pura perda de tempo? &lt;br /&gt;Quem é que nunca tocou uma música em uma guitarra tonante e achou que tava fazendo a melodia mais linda do mundo? &lt;br /&gt;Quem é que nunca pediu desculpas pra alguém? &lt;br /&gt;Quem é que nunca criou uma gíria pra língua portuguesa? &lt;br /&gt;Quem é que nunca teve um amigo imaginário? &lt;br /&gt;Quem é que nunca achou que humildade levava a algum lugar? &lt;br /&gt;Quem é que nunca achou que ficar sozinho era sinal de solidão? &lt;br /&gt;Quem é que nunca teve um único real no bolso e comprou um monte de balas e depois descobriu que aquele era o único dinheiro que você tinha pra sua passagem de ônibus? &lt;br /&gt;Quem é que nunca poupou muitos centavos pra comprar uma coisa que você queria muito e no final de tudo você acabou em uma banca comprando uma revista de mulher pelada e um maço de cigarro pra falar que já se marturbava e era grande o suficiente pra despertar desejo das meninas mais velhas? &lt;br /&gt;Quem é que nunca sonhou em comer a irmã gostosa do seu amigo bobão, que na verdade só era o seu amigo bobão até hoje por causa da irmã gostosa? &lt;br /&gt;Quem é que nunca bebeu cerveja no gargalo? &lt;br /&gt;Quem é que nunca fumou haxixe misturado com tempêro verde? &lt;br /&gt;Quem é que nunca cantou uma música em inglês sem fazer a mínima idéia do que tava cantando? &lt;br /&gt;Quem é que nunca sonhou em ter muito dinheiro, em ser famoso ou em viver a custa da mídia? &lt;br /&gt;Quem é que nunca sonhou em tomar banho pelado no Rio Arrudas? &lt;br /&gt;Quem é que nunca quis ser algum animal na vida? - Ohhhh animal!!! &lt;br /&gt;Quem é que nunca fez um gesto obsceno pelas costas dos outros? &lt;br /&gt;Quem é que nunca tirou meleca do nariz e limpou debaixo da mesinha do computador? &lt;br /&gt;Quem é que nunca provou meleca pra saber que gosto tinha? &lt;br /&gt;Quem é que nunca bebeu água do mar pra saber se era salgada? &lt;br /&gt;Quem é que nunca falou fodas pra um monte de coisas? &lt;br /&gt;Quem é que nunca foi mal educado com a tia-avó chata da sua mãe? &lt;br /&gt;Quem é que nunca desgotou de algo que todo mundo adorou? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é que nunca disse nunca pensando em sempre? &lt;br /&gt;Quem é que nunca acreditou em papai noel, coelhinho da páscoa e depois fez um monte de musiquinhas cheias de palavrões pra eles? &lt;br /&gt;Quem é que nunca cansou de falar e escrever nunca e quis parar de escrever simplesmente porque achou tudo Uma grande idiotice...? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;????&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109096683994248604?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109096683994248604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109096683994248604' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109096683994248604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109096683994248604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/vai-escrevendo-ae.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109069398399878761</id><published>2004-07-24T11:18:00.000-07:00</published><updated>2004-07-25T06:13:49.383-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img src="http://www.satinsheets.ubbi.com.br/blog/narc.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Formas arredondadas do tronco perfeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querendo o flanco direito dizer me sinta. Querendo o flanco esquerdo dizer me seduza. &lt;br /&gt;Corpo enconlhido. Medo do desconhecido. Medo de conhecer o que não se conhece. Papel sendo datilografado. Sendo preenchido por letras. Com formas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhe meus dedos. Molhe meus dedos. Me sinta mais mulher. Me queira mais mulher, não me deixe aqui. Chorando em cima dos teus lençóis. Me chupe. Me babe. Preencha meu útero. Deixe-o cheio de você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedinhos do pé. Congelados. Cubra-os. Beije-os. Aqueça-os. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois da esbórnia. Corpos se separam. Melados, suados. Secam ao relento. Como aquele escarro. Que era úmido e pegajoso. E hoje. Ali na parede. Uma simples marca do que foi um dia. &lt;br /&gt;Como eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu gosto ainda está aqui. Seu cheiro no travesseiro. Meu ventre cheio de você. Mas o corpo não nega. A falta. &lt;br /&gt;O gozo. A véspera do escarro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;he slips into the bedroom &lt;br /&gt;and you know he misses alright&lt;br /&gt;old names, we'll make sweet &lt;br /&gt;will sustain us through the night &lt;br /&gt;inside my bedroom baby &lt;br /&gt;touch me, oh tonight &lt;br /&gt;promises, we'll make some &lt;br /&gt;will reveal our sense of right &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109069398399878761?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109069398399878761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109069398399878761' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109069398399878761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109069398399878761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/formas-arredondadas-do-tronco-perfeito.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109049327891770057</id><published>2004-07-22T03:45:00.000-07:00</published><updated>2004-07-22T05:13:30.743-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;Espelho&lt;/u&gt;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu sou Rogério Gontijo &lt;br /&gt;ex-bêbado &lt;br /&gt;e punheteiro compulsivo &lt;br /&gt;vomitador madrugueiro de bebida boa &lt;br /&gt;beijador de mulheres de lábios roxos &lt;br /&gt;escritor de poemas celebrando &lt;br /&gt;o vazio do meu amor &lt;br /&gt;poemas famintos pelo momento &lt;br /&gt;da minha paixão &lt;br /&gt;desejando que sempre fosse assim &lt;br /&gt;para que meu pau não caísse &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu sou Rogério Gontijo &lt;br /&gt;ex-homem forte &lt;br /&gt;e amantezinho barato &lt;br /&gt;nomeador madrugueiro de nomes &lt;br /&gt;corruptor dos literatos &lt;br /&gt;escritor de poemas que ousam &lt;br /&gt;que sonham os séculos &lt;br /&gt;a tocar os corações dos que &lt;br /&gt;ainda irão nascer &lt;br /&gt;desejando segurá-los em meus braços &lt;br /&gt;e beijá-los todos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu sou Rogério Gontijo &lt;br /&gt;ex-poeta &lt;br /&gt;e suicida fracassado &lt;br /&gt;vomitador madrugueiro de verdades e mentiras &lt;br /&gt;beijador dos rabos de garotas &lt;br /&gt;como as estrelas de deus &lt;br /&gt;escritor de poemas para lamber as coxas dos mortos &lt;br /&gt;para as ex-amantes denunciarem&lt;br /&gt;e as professoras odiarem &lt;br /&gt;desejando pintar minha vida &lt;br /&gt;e nunca deixar &lt;br /&gt;que minha voz se cale &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109049327891770057?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109049327891770057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109049327891770057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109049327891770057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109049327891770057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/espelho-eu-sou-rogrio-gontijo-ex-bbado.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109046587623350031</id><published>2004-07-21T20:10:00.000-07:00</published><updated>2004-07-21T20:11:16.233-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Meu deus, que dor, que crise, que horror. Quero morrer, quero não ter feito, quero morrer de culpa, mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. O espelho não mostrava o meu reflexo. Contra a luz, eu era um borrão preto. Igualzinho como estava por dentro, o coração cheio de piche. Não, eu não presto. Crise de consciência é coisa de quem não presta. Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Injustiça, injustiça das maiores, meu corpo queimando vermelho e roxo, fritando sozinho na cama, mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Ela a caminho do céu e eu tentando encontrá-la na porta do inferno, estúpido, estúpido, mea maxima culpa. Não há o que fazer, não se volta o tempo. Gostaria de encontrar aquele que mandava o passado às favas, mas a culpa me corrói, me mata de um jeito que eu nunca vi, nem conhecia. Não posso dizer que é um prazer, essa coisa cristã se infiltrando em mim, esse peso, esse fado, essas marcas horríveis que doem e me doem e me fazem sentir cada vez pior. Diminuo enquanto caminho, porque eu errei, porque sou estúpido, porque estava errado, muito errado, e eu sabia, e eu continuava porque não queria continuar se não fosse até o fim, essa maldita mania de levar até a pior das covardias até o fim. Quase entrei na igreja para conversar com a nossa senhora, tão branquinha, tão fria, tão de porcelana era aquela nossa senhora, que vontade de botar a cabeça nos pés dela e ficar ali, tentando me sentir melhor, tentando ficar limpo e branquinho que nem ela. Não vai acontecer. Não existe redenção. Não existe nada. Existe apenas o que me corrói até que eu morra e nasça de novo. Bom dia, culpa. Não quero nunca mais te ver em mim. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109046587623350031?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109046587623350031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109046587623350031' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109046587623350031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109046587623350031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/meu-deus-que-dor-que-crise-que-horror.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109034159188631359</id><published>2004-07-20T09:30:00.000-07:00</published><updated>2004-07-20T09:58:24.940-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img height="350" src="http://www.satinsheets.ubbi.com.br/blog/bruise1.jpg" width="235" border="0" /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;:: Saco de papel &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dor. Sempre essa filha da puta. Sempre ela cobrindo o mundo como uma bomba atômica, arrasando tudo, matando tudo. &lt;br /&gt;Sempre longe, sempre sozinha. Sempre essas lágrimas caindo e entrando na minha gola. Amor demais. Eu amo demais, gente demais. Eu erro demais. Pensei que era um pássaro mas era só um saco de papel. Dor, dor, dor, ela me tem o tempo todo, me corrói o tempo todo. O tempo todo é lento. Sempre lento. &lt;br /&gt;Não, eu nunca vou aprender. As mãos dele tremem demais e eu não consigo segurar e eu queria segurar. Queria a tua mão. Só a tua mão. A tua mão e os teus olhos. Me olha nos olhos. Me dá a mão. Me dá a mão e me olha nos olhos. Me dá a mão e me olha nos olhos e pára de tremer. Te olha no espelho, te olha nos olhos e segura a tua mão. &lt;br /&gt;Fiquei louca de novo hoje. Chorei na frente de todo mundo. Chorei tão baixinho, tão dolorido, gani tão baixinho que ninguém teve coragem de chegar perto. Chorei com os teus olhos na minha cabeça. Amor demais. &lt;br /&gt;Não adianta esconder dos outros quando sabe o que acontece dentro da gente. Não adianta não me olhar pra tentar não ver. Não adianta colocar a sujeira pra baixo do tapete. Alguém sempre acaba achando e mandando limpar tudo, onde já se viu sujeira debaixo do tapete? Limpa a tua sujeira. Limpa as tuas feridas. Limpa a tua alma e a minha junto. &lt;br /&gt;Dor. Sempre essa merda de dor. Sempre. Não agüento mais. Acho que chega. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;P.s.: Fotinho da&amp;nbsp;amiga Barbara&amp;nbsp;Allain depois de um tombo de bicicleta pelas ruas de Paris.&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109034159188631359?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109034159188631359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109034159188631359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109034159188631359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109034159188631359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/allain-depois-de-um-tombo-de-bicicleta.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-109016116856744857</id><published>2004-07-18T07:22:00.000-07:00</published><updated>2004-07-18T12:35:05.586-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.satinsheets.ubbi.com.br/blog/ba.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Lugares distantes que se bifurcam o tempo inteiro. &lt;br /&gt;Horas de prazer com desconhecidos e letras inomináveis. &lt;br /&gt;Tem pessoas que são tão melhores do que eu. &lt;br /&gt;Conseguem representar em fotos o que se quer dizer. Enquanto eu, nada mais tenho do que letrinhas comuns. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Barbara Allain é a única pessoa que consegue me fazer chorar com fotografias. A simplicidade/cumplicidade das coisas inomináveis. Nada pra se dizer. Desespero angustiante no meio do mar salgado. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Winamp&lt;/i&gt; tocando maravilhosos acordes, perfeitos demais para mim. Sondas fazendo sons opacos, lambendo feridas aidéticas emagrecidas. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Me perdendo em um emaranhado de sensações desconhecidas. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Livros, livros, livros... TEORIA. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Tudo se perde perto das fotos. Tudo tão frágil. Tão forte. Tão doce. Tão looonge. De mim. De ti. Longe dos olhos que não querem enxergar. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Aqui. Ali. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Por qualquer lugar que tenha uma rua que dobra as esquinas. Onde as árvores se bifurcam. Galhos &lt;i&gt;prah-lá-ih-prá-cá&lt;/i&gt;. Rebeldes. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cantarolando poesias nordestinas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto corpos&amp;nbsp;se perfumam na lama.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Debaixo da imensidão de&amp;nbsp;galhos empenados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Que se encontram debaixo de uma&amp;nbsp;sombra.&lt;/p&gt;Até o dia de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tô chegando... Um dia. Agora. Amanhã. Outrora. No dia que nunca se acaba. Eu chego. Pra dizer olá. Pra querer bem. Pra dizer. Vamos tomar um café, fumar um cigarro. E falar coisas com sotaques carregados.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Até amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-109016116856744857?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/109016116856744857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=109016116856744857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109016116856744857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/109016116856744857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/at-amanh.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108993787056063320</id><published>2004-07-15T17:28:00.000-07:00</published><updated>2004-07-15T17:32:21.893-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://www.satinsheets.ubbi.com.br/blog/dois.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ruas novas&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando caminho devagar posso observar melhor os detalhes das ruas novas. É a vantagem de ter mais olhos do que boca. Fico em silêncio enquanto sou invadido de cores que eu não tinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108993787056063320?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108993787056063320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108993787056063320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108993787056063320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108993787056063320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/ruas-novas-quando-caminho-devagar.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108990323318133002</id><published>2004-07-15T07:50:00.000-07:00</published><updated>2004-07-15T12:11:55.396-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Para quem já conhece Marcèlle Coraline Cecília... Aguardem. Aventuras serão (re)publicadas. As que foram publicadas no extinto &lt;b&gt;VENUS iN FEAR&lt;/b&gt; e as novas que não quiseram se publicar. Sete finais para sete começos. Sete dias para sete tardes. Sete horas de sete vidas. Sete minutos de sete argumentos não criados. Sete histórias de setenta e oito parentes não nascidos. Sete textos. Sete sínteses. Não querendo ser nada. Simples apresentações da nossa querida amiga desconhecida mais que conhecida. &lt;font size="2"&gt;&lt;b&gt;EM BREVE.&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108990323318133002?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108990323318133002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108990323318133002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108990323318133002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108990323318133002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/para-quem-j-conhece-marclle-coraline.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108980800653730440</id><published>2004-07-14T05:23:00.000-07:00</published><updated>2004-07-14T05:26:46.536-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;:: Rainha Da Gonorréia ::&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.satinsheets.ubbi.com.br/blog/groovy.gif"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha vivido por uns tempos na China, e lá aprendeu a arte de domar aranhas sobre as coxas. De volta à terra natal, pelos cantos escuros do Passeio Público, frequentadora assídua de banheirinhos sujos tornou-se a rainha da gonorréia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By &lt;font size="3"&gt;:::Dani Carneiro&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108980800653730440?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108980800653730440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108980800653730440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108980800653730440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108980800653730440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/rainha-da-gonorria-tinha-vivido-por.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108972966750991402</id><published>2004-07-13T07:40:00.000-07:00</published><updated>2004-07-14T04:51:57.446-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Pequenas histórias sobre o sono&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É foda sonhar pra fora"! "E como é esse lance de sonhar pra fora"? "É o mesmo que sonhar pra dentro, só que tem sempre alguém pra te falar que tudo aquilo vai dar errado".&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108972966750991402?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108972966750991402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108972966750991402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108972966750991402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108972966750991402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/pequenas-histrias-sobre-o-sono-foda.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108972417947664310</id><published>2004-07-13T06:00:00.000-07:00</published><updated>2004-07-13T06:15:45.913-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;u&gt;&lt;b&gt;Mário Mandran&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Mandran, 26 anos de idade. homem pedante. conhecedor de muitas teorias subversivas a respeito de se saber demais a respeito de nada. teorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teorias quando não postas em prática nada mais são do que. pó. e assim criaram o aspirador. não, não falo de Augusto Carlos, que também é um aspirador, mas não é desse tipo de pó que eu tô falando. entendidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Mandran detesta seu sobrenome, queria ter uma coisa mais chamativa, queria ter um sobrenome mais forte, algo como, castro, napoles, borba, &lt;i&gt;algumacoisaparecidacomisso&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário lê seus livros, o quarto com milhares de livros estufando o teto. e daí criaram a lotação. inspiradas no quarto de &lt;i&gt;Marianito Makakito (um carinhoso apelido de Mário Mandran).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário se acha o conhecedor do mundo. mas nunca saiu do seu bairro. todas as coisas que ele conhece. o gosto das coisas, a beleza das folhas caindo no outono, a grama verdinha crescendo ao rés do chão, línguas mortas em putrefação. tudo o que Mário conhece é através dos livros. nunca experimentou. gosta de falar que gosta disso e que gosta daquilo, que isso é interessante e que aquilo não é. mas a verdade é que Mário conhece coisas demais. só não conhece... &lt;b&gt;o desconhecido.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108972417947664310?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108972417947664310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108972417947664310' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108972417947664310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108972417947664310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/mrio-mandran-mrio-mandran-26-anos-de.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108967476783217849</id><published>2004-07-12T16:24:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T18:14:44.453-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;::: Reescrevendo Marie&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Marie era uma menina como outra qualquer, pele branca, cabelos bem curtos e desgrenhados, um sutil piercing de argola saindo da narina esquerda, olhos claros, um ideograma japonês que significava liberdade tatuado na nuca, pequenininho. &lt;br /&gt;Adorava suas saias jeans até o joelho, o tênis sem cadarço de alguma marca famosa que não cabe aqui ser mencionada. Andava sempre com uma mochila cruzando as costas e os seios, usava blusas com estampas divertidas, mensagens subliminares e/ou blusas de uma única cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marie, menina tímida, não se importava de ficar sozinha ou calada em algum canto reservado do pátio naquela instituição de renome, situada em algum bairro nobre numa cidade mineira com um horizonte belo... Marie nasceu em berço de ouro, não precisava trabalhar, não precisava pedir dinheiro para os pais, conseguia sobreviver somente com a pomposa mesada que recebia dos parentes mais distantes, para ser mais específico, que recebia dos avós e dos padrinhos. Mas Marie não se importava com dinheiro, gastava o que podia comprando cds graváveis para copiar suas &lt;i&gt;'emepetrês'&lt;/i&gt; e em livros antigos com páginas faltando ou livros que tinham alguns leves defeitos na capa, alguns ela realmente lia, outros ela simplesmente guardava na escrivaninha-estante improvisada por ela mesma em seu quarto, ou então dava de presente para alguém com uma singela dedicatória em uma data especial. Se existia uma coisa que Marie adorava, essa coisa era fazer dedicatórias, mesmo sabendo que sua letra era estranhamente torta, ela adorava escrever... Dedicatórias... Muitas vezes, os livros não eram tão bons, mas sempre eram lidos por alguém... Somente por causa... Da dedicatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Marie tinha dom para escrever, escrevia espontaneamente, conseguia chocar ou persuadir qualquer um, por mais culto ou estúpido que outrem fosse. Ela também gostava de citações em livros, até pensou um dia, quando estava deitada em sua cama em um quarto escuro, ouvindo musica melancólica, escrever um livro chamado: &lt;i&gt;'Citações'&lt;/i&gt;. Onde ela simplesmente escreveria histórias divertidas com citações de personagens gregos antigos, não seria um livro ruim, talvez não tivesse boas vendagens, mas Marie não se importava em ser bem aceita. Gostava do que escrevia. E para ela isso bastava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Também não tinha muitos namorados, preferia ficar sozinha ao ter que compartilhar/perder seu tempo e espaço com pessoas que estavam interessadas em passar a mão pelas curvas bonitas do seu corpo magro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Vícios? Tinha alguns. Fumava cigarros com alto teor de alcatrão e nicotina esporadicamente, bebia vodka as quintas-feiras no bar que ficava próximo à faculdade que ela também freqüentava esporadicamente, faculdade de jornalismo, Marie não sabia se esse era um curso promissor, mas gostava dele assim mesmo, apesar da pouca paciência para ficar dentro da sala de aula. Gostava de assistir a jogos de futebol, ouvir música triste e escrever poesias para ela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Marie achava lindo quando alguém pronunciava seu nome corretamente, mesmo não se importando se fosse meio aportuguesado, mas também não se importava se a chamassem de Maria ou alguma coisa parecida com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Falava baixinho, tinha uma voz doce, porém, Marie sabia, que apesar de todas essas coisas, apesar de ser uma menininha interessante, simpática e pouco voluntariosa para com as coisas, ela tinha a certeza de que era somente mais um corpo no meio da multidão. E por isso. Marie andava por aí... Sem preocupações, cabeça baixa, corpo ereto, e um sutil sorriso com a metade da boca estampado no lindo rosto de traços finos, traços que pertenciam a uma única menina sem sobrenome chamada Marie...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108967476783217849?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108967476783217849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108967476783217849' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108967476783217849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108967476783217849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/reescrevendo-marie-marie-era-uma.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108894697808560996</id><published>2004-07-04T05:58:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T09:47:36.153-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;Nuvens cinzas no céu azul&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conheci o cheiro bom, não conheci o rosto bonito, as tatuagens bem feitas. Não olhei nos olhos, não senti o abraço, não bebemos no mesmo copo, não choramos pelo mesmo motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me perguntou um dia porque eu só falava coisas quando você estava com um outro alguém. E a verdade é que você me ligava pra falar do outro alguém, chorava pelo outro alguém. Não eram minhas as palavras que você queria ouvir. Eu não podia atropelar tudo isso pelo simples motivo de querer alguém. Não podia. Seria insensível, seria burro demais. Não queria ser só um tapa buraco na sua vida. Te queria. Inteira. Por completo. Não um poço de lágrimas e lamentações. Precisava de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora você tá longe. Tentando superar o choro. Tentando esquecer alguém que ainda dói dentro do peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei magoado em saber o que você pensava a meu respeito. Um simples alguém pra ouvir suas lamentações. A pessoa que falava coisas simplesmente pra tentar fazer sexo com você. Me senti a mais vil das pessoas. Baixo. Detestável. Não estava de saco cheio senhorita. Não estava. Não me cansava de ouvir sua voz doce no telefone. Gostaria de ficar o dia inteiro ouvindo você sussurrar seus 'problemas'. Queria poder varar a noite escrevendo coisas pra você. Mas não era a mim que você queria ouvir. Não era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você:&lt;br /&gt;A única pessoa que conseguiu me fazer chorar por dentro. Sem verter uma lágrima sequer.&lt;br /&gt;A pessoa que me deixou vazio na quarta-feira à tarde.&lt;br /&gt;A pessoa que fingiu me querer querendo outrém.&lt;br /&gt;Alguém que me adorava porque eu conseguia ouvir. E não me importava e não me cansava de ouvir.&lt;br /&gt;Chorei.&lt;br /&gt;Não por você. Chorei por mim. Chorei pelo menino de tênis vagabundo nos pés. Chorei pelo escritor medíocre. Chorei pelo cigarro que eu fumava. Chorei pela vida que eu não tinha. Chorei por gostar demais dos outros. Chorei por querer segurar tudo com minhas únicas duas mãos fracas. Chorei pelos meus acordes mal feitos. Chorei por ser eu. Chorei por mim. Chorei por saber que apesar de todos os pesares. Não sou quem eu deveria ser. &lt;br /&gt;Fico com minha consciência tranqüila. Não fui sacana. Não me aproveitei de ninguém, não me aproveitei em nenhum momento da fragilidade da linda menina linda. Poderia, mas não o fiz. &lt;b&gt;Por mim.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como tudo fica agora. Não sei o que pensar amanhã. Não sei se quero pensar. Não sei se preciso. Não sei se posso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se a vida continua ou se tudo vai continuar sendo só mais um amontoado de mentiras coloridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei. Essa é a única certeza que eu posso ter. Não saber de nada. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108894697808560996?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108894697808560996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108894697808560996' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108894697808560996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108894697808560996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/nuvens-cinzas-no-cu-azul-no-conheci-o.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108885556300462787</id><published>2004-07-03T04:37:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T09:48:52.243-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://www.satinsheets.ubbi.com.br/blog/mirror.jpg" width="361" height="273"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Saudade dos meus amigos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí se vão longos anos.&lt;br /&gt;Desde o primeiro: "olá, tá afim de tc?"&lt;br /&gt;Senhorita Cupolillo. Menina espontânea, simpática até dizer chega, desprovida de preconceitos, libertária, com um espírito meio revolucionário dentro do peito. Batendo. Descompassadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O passado:&lt;/b&gt; No começo as correspondências eram demoradas. Cartas escritas em folhas pautadas. Dois adolescentes descobrindo o mundo. Pessoas 'bulímico-anoréxicas'. Cheias de idéias confusas e indecisões. Pessoas que não faziam idéia do que pensar do amanhã. Cheios de planos e sonhos. Simples ideologias de vida na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 anos se foram. Apareceram namorados, drogas, lágrimas, gargalhadas, as cartas não mais eram enviadas. Parecia que tudo tinha se perdido. Parecia que tudo tinha sido uma simples coisa boa pra se lembrar em dias de chuva, as cartas guardadas em uma caixa de sapatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a senhorita Cupolillo reapareceu. Me achou escrevendo em um blog antigo. O saudoso &lt;b&gt;VENUS IN FEAR.&lt;/b&gt; E desde então a gente taí. Se apaixonando por coisas. Se queixando de pessoas, experimentando sabores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se R. e Senhorita Cupolillo. Irmãos de all stars. A pessoa mais doce do mundo. A menina carioca com aspirações baianas. Uma futura arquiteta, que um dia vai vir conhecer o 'modernismo' (?) de Belo Horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única certeza que temos? De que um dia vamos criar coragem, mandar tudo pro espaço e comprar passagens só de ida para &lt;b&gt;Nova Voigordvodina. &lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108885556300462787?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108885556300462787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108885556300462787' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108885556300462787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108885556300462787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/saudade-dos-meus-amigos-e-se-vo-longos.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108878552402288531</id><published>2004-07-02T09:09:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T16:39:10.666-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://www.satinsheets.ubbi.com.br/blog/roger.jpg" width="337" height="256"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. R. e senhorita &lt;a href="http://www.fotolog.net/debdamone" target="_blank"&gt;debdamone&lt;/a&gt;. Longas conversas se foram.Formigas morrendo de overdose de açúcar em copos de refrigerante vazios. Inacabadas formas de se dizer nada enquanto se está adormecendo. Com os olhos cerrando, quase fechados. Um caso mal resolvido. Uma amizade criada em internet. Conversas ao som de a perfect circle. Gargalhadas invisíveis abafadas por sonoplastias escritas. Cigarros e cinzeiro lotado, com cinzas e guimbas espalhadas por toda a mesa. Meus livros empoeirados, meus olhos bêbados. Minhas mãos trêmulas. Meu corpo querendo ficar cansado. Meu mouse pad nunca me ajuda, sempre me atrapalhando a mexer no word enquanto eu converso, mas esse problema foi resolvido, digamos que o objeto em questão entrou em combustão espontânea, espírito palestino se apossando de mim. &lt;b&gt;FIRE.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debdamone. Menina linda. Perfeita a sua maneira despojada de ser. Fisioterapeuta nas horas vagas. Menina que sofria enquanto conversava. Fumando, sofrendo por causa de algum amor. Contando coisas do dia. Música. Internet. Enquanto se fumava. Mas senhorita Damone tem alergia a fumaça do cigarro. Mas parece que isso tanto fazia. Dor correndo as entranhas. Lágrimas molhando o peito. Sensações. Descrições. Cantadas. Faladas. Escritas. Paradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bons momentos. Meio sumidos hoje em dia. Mas ótimas conversas todas as vezes que acontece &lt;b&gt;O&lt;/b&gt; reencontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. R. e Debdamone. Ele escreve, &lt;a href="http://www.fotolog.net/debdamone" target="_blank"&gt;ELA&lt;/a&gt; fotografa. Ele fala, &lt;a href="http://www.fotolog.net/debdamone" target="_blank"&gt;ELA&lt;/a&gt; vê. Um casal bonitinho nesse mundinho chamado internet. Um caso de amor entre eu e eu. Mas um dia tudo se resolve... Um dia... Tudo se resolve. Como sempre. Como nunca. Como qualquer coisa. Como isso. Como aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui e agora.&lt;br /&gt;Ontem e hoje.&lt;br /&gt;Foi e tô indo.&lt;br /&gt;Vem e me beija.&lt;br /&gt;Acaba comigo.&lt;br /&gt;Diz não mais uma vez.&lt;br /&gt;Fala...&lt;br /&gt;Por favor.&lt;br /&gt;E assim vamos indo...&lt;br /&gt;Ela lá loooonge...&lt;br /&gt;E eu aqui... Pertinho. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108878552402288531?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108878552402288531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108878552402288531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108878552402288531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108878552402288531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/sr.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108876970115107564</id><published>2004-07-02T04:58:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T10:08:46.716-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Vamos ser brandos... Na semana que vem eu volto ao normal e volto a ser eu novamente... Mas agora eu vou ser bastante piegas, um verdadeiro amante paraguaio. Semana que vem as palavras esdruxulas de baixo calão reaparecem... Nada como álcool nas veias no final de semana pra melhorar o humor da gente, aí eu excluo esse monte de post 'nauseante'...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;:: música&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não aguentava mais ouvir aquele cd. Era ótimo, era da minha banda favorita, mas não dava mais. Eu passei todo o final de semana ouvindo e não queria continuar ouvindo segunda-feira de manhã. Eu estava levando o carro pra lavação e quando faço isso tenho o hábito, por segurança, de retirar tudo o que tem dentro, inclusive o porta-cds. Só ficou esse cd, dentro do som. &lt;br /&gt;Pela primeira vez em muito tempo eu me rendi. Sim: FM. Escolhi uma freqüência modulada qualquer pra não ter que dirigir assoviando ou cantando com minha voz feia. O locutor falava: ?Agora nós vamos desenterrar uma música que deve ter sido pano de fundo pra muito começo de romance?. Antes que desse tempo pra eu mudar de estação ouvi os primeiros acordes daquela música. Meu Deus, música de novela antiga. Que coisa mais brega, fora de tempo, inadequada. Meu Deus, eu adoro essa música. Vergonha, horror. Passei minha sétima série toda, quiçá a oitava, dançando essa música com as minhas colegas de classe. Ainda sei cantar inteirinha. E cantei, feliz, lembrando as festinhas com muita coca-cola e poucos beijos, talvez uns selinhos inexperientes daquelas pequenas pessoas de doze ou treze anos. &lt;br /&gt;Parei no sinal. Do meu lado um ônibus lotado, como era habitual naquele início de manhã. Em uma das janelas estava uma menina linda com a cabeça encostada na janela, olhos fechados, fones no ouvido e cantando aquela musica. Sim, a menina devia ter enjoado da sua fita ou do seu cd e estava ouvindo rádio. A mesma estação. Eu queria gritar ?Hei, menina, olha aqui, também sei a letra, eu gosto dessa música?.Mas acho que ela não queria que ninguém gritasse. Seus olhos fechados não deviam ser de cansaço, muito menos do famigerado sono de um início manhã. Ela devia estar lembrando do selinho desajeitado que ganhou de algum rapaz quando ela tinha treze anos, ou talvez dos tempos em que dançava coladinha com o menino que a adorava e ela sempre desprezou. &lt;br /&gt;Por um momento desejei que aquele ônibus parasse e eu a convidasse pra dançar coladinho aquela música de novela antiga, tocando numa FM qualquer. Quem dera fosse eu quem tivesse dado o selinho desajeitado naquela menina, que ia embora num ônibus lotado em uma segunda-feira de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;P.s.: Selinho selinho selinho... a gente já passou da época do selinho... mas... era pra ser braaando.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108876970115107564?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108876970115107564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108876970115107564' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108876970115107564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108876970115107564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/vamos-ser-brandos.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108868354701027379</id><published>2004-07-01T05:04:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T10:10:59.110-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Tons menores&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensei sobre isso o dia todo. Seria óbvio não ir até lá. Mas por aquelas fraquezas que deixam você confuso eu hesitei. Não se hesita nessas situações, o risco é muito grande. Pois bem, fui. &lt;br /&gt;O caminho era o de sempre, tudo do mesmo jeito, a rua de pedras tortas, os jornais molhados, borrados, na frente das portas dos vizinhos descuidados. Eu não sabia se a areia do chão estava com a cara da chuva fraca que caia ou se refletia meu rosto choroso, procurando abraço. Saudoso abraço. Mesmo só passando um dia, cada hora cumpriu impiedosamente sua tarefa de me fazer sentir sua falta. Tinha certeza que ela não estaria. Aliás, essa era a única certeza que eu tinha: ela não estava mais lá. Por um lado foi bom: fiquei do lado de fora imaginando lá dentro. Obviamente imaginei do jeito que me era conveniente, e a única conveniência na hora era pensar que tudo fosse um pesadelo. Pensei nela abrindo o armário e escolhendo a roupa que mais gostava. Nela se aprontando rápido pra não me deixar esperando. Nela chegando linda, me dando um beijo nos lábios. &lt;br /&gt;A vizinha descuidada foi apanhar o jornal por causa da chuva. Ela me viu ali no meio da rua, sentado sob a garoa. Acho que ela se comoveu um pouco com a situação, mas não me dirigiu uma só palavra. Ouvi aquela simpática senhora reclamar, dizendo que o jornaleiro não cuidava com a entrega, o jornal não vinha mais dentro de um plástico e ficava exposto à chuva. Assim como eu. Acontece que eu não sou um jornal e cada lágrima que eu derramava fazia o jornal borrado daquela senhora parecer absolutamente banal. Nessa hora eu desejei do fundo da alma que tudo o que eu tivesse pra me preocupar fosse um jornal ilegível. Ilusão. Minhas notícias estavam mais nítidas do que nunca. Minha manchete, sarcasticamente, dizia: Ela não volta mais. Levantei do chão molhado e toquei a companhia da simpática senhora. &lt;br /&gt;- Olá, será que a senhora podia me fazer uma favor? &lt;br /&gt;- Claro meu querido. Mas saia da chuva, você pode ficar doente. &lt;br /&gt;- Não tem problema não. É rápido. Sabe a menina que mora aqui do lado? Queria que a senhora desse um recado pra ela quando ela voltar. &lt;br /&gt;- Olha, eu sinto muito, mas....Você era amigo dela? Você não soube? Ela... &lt;br /&gt;- Eu soube sim. Me desculpe...eu só queria fingir que é mentira. Só um pouquinho. Desculpe. &lt;br /&gt;Voltei por aquele caminho de pedras tortas, com a areia agora encharcada, torcendo pra que ela viesse correndo, pedindo desculpas por estar atrasada, com aquela roupa linda, com aquele abraço, com aquele beijo, com aquele pouco de eu. Acontece que a simpática senhora disse que ela não estava mais lá. Aliás, essa era a única certeza que eu não queria ter. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108868354701027379?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108868354701027379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108868354701027379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108868354701027379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108868354701027379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/07/tons-menores-eu-pensei-sobre-isso-o.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108861339836815959</id><published>2004-06-30T09:36:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T10:11:35.883-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Classificados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso de:&lt;br /&gt;Um feriado.&lt;br /&gt;Um hobby novo.&lt;br /&gt;Um depósito generoso na conta-corrente.&lt;br /&gt;Um motivo para sair de casa.&lt;br /&gt;Um disco novo para escutar direto.&lt;br /&gt;Um remédio para dor de cabeça.&lt;br /&gt;Uma pessoa simpática o bastante por nós dois.&lt;br /&gt;Uma boa noite de sono.&lt;br /&gt;Um dia inteiro sem usar sapatos.&lt;br /&gt;Uma refeição decente.&lt;br /&gt;Um filme.&lt;br /&gt;Um livro para se ler inteiro numa tarde.&lt;br /&gt;Um cochilo no meio de um programa de TV.&lt;br /&gt;Uma cortina para não deixar o sol bater na minha cara.&lt;br /&gt;Uma chuva para aumentar a umidade.&lt;br /&gt;Um aquário.&lt;br /&gt;Um cubo mágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;etc&lt;br /&gt;etc&lt;br /&gt;etc &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108861339836815959?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108861339836815959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108861339836815959' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108861339836815959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108861339836815959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/06/classificados-preciso-de-um-feriado.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108844096735509857</id><published>2004-06-28T09:34:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T10:16:32.560-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;s&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;Suicídio&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/s&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;s&gt;E parei de escrever em Blogs&lt;/s&gt;. O dia tinha começado muito bem. Mas essas merdas de comentários acabaram com o meu dia. &lt;b&gt; Opiniões opiniões opiniões. Todo mundo tem uma.&lt;/b&gt; Mas eu não quero saber. Essa é a verdade. Cansado demais. Tô parecendo um velho. Não quero isso pra mim. &lt;b&gt;Me deixa&lt;/b&gt; beber &lt;b&gt;sossegado&lt;/b&gt;, vomitar minhas palavras em meus cadernos pautados, que se fodam os blogs e os comentários. O meu livro começou a ser feito. Vontade de escrever. &lt;s&gt;Não aqui. O blog cometeu suicí­dio. Morreu. Ao contrário dos outros, esse blog não será excluí­do, vai ficar aqui. Talvez um dia ele volte. Mas não quero.&lt;/s&gt; Os anti-depressivos fazem efeito, quando não se tem álcool na corrente sangüí­nea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: P.S.: Para não deixar dúvidas. Eu não sou a mocinha das fotos, eu sou homenzinho. A moça das fotos é a senhorita &lt;a href="http://miss.mimi.fotoblog.uol.com.br" target="_blank"&gt;Kah ou Mimi, como preferir&lt;/a&gt;. Eu simplesmente peguei as fotos da moça bonita pra escrever textos em cima delas. Portanto, sintam-se à vontade e se apaixonem pela moça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S2.: A foto da moça se tocando não é a senhorita &lt;a href="http://miss.mimi.fotoblog.uol.com.br" target="_blank"&gt;Kah ou Mimi, como preferir&lt;/a&gt;. Aquela foto é de uma moça desconhecida, de algum lugar do mundo. Só pra colocar os pingos nos 'is' e não deixar dúvidas com relação a essas coisas. Sabe como é. É melhor evitar problemas desde sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra dar um desfecho bonitinho pro post suicídio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;a trituração &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muito &lt;br /&gt;muito pouco &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muito gordo &lt;br /&gt;muito magro &lt;br /&gt;ou ninguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gargalhadas ou &lt;br /&gt;lágrimas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;odiadores &lt;br /&gt;amantes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estranhos com rostos como &lt;br /&gt;as costas de &lt;br /&gt;percevejos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;exércitos correndo por &lt;br /&gt;ruas de sangue &lt;br /&gt;acenando garrafas &lt;br /&gt;baionetando e fodendo &lt;br /&gt;virgens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou um cara velho num quarto barato &lt;br /&gt;com uma fotografia da M. Monroe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há uma solidão tão grande nesse mundo &lt;br /&gt;que você pode vê-la no movimento lento dos &lt;br /&gt;braços de um relógio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pessoas tão cansadas &lt;br /&gt;mutiladas &lt;br /&gt;ou pelo amor ou por nenhum amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as pessoas não são boas umas às outras &lt;br /&gt;num todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os ricos não são bons para os ricos &lt;br /&gt;os pobres não são bons para os pobres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;temos medo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nossos sistema educacional nos diz &lt;br /&gt;que podemos todos ser &lt;br /&gt;vencedores rabudos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não nos disseram sobre &lt;br /&gt;as sarjetas &lt;br /&gt;ou os suicídios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou o terror de uma pessoa &lt;br /&gt;doendo em um lugar &lt;br /&gt;sozinha &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;intocada &lt;br /&gt;infalada &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;regando uma planta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as pessoas não são boas umas às outras. &lt;br /&gt;as pessoas não são boas umas às outras. &lt;br /&gt;as pessoas não são boas umas às outras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acho que nunca serão. &lt;br /&gt;não as peça para ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas às vezes eu penso sobre &lt;br /&gt;isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as contas balançarão &lt;br /&gt;as nuvens enuviarão &lt;br /&gt;e o assassino decapitará a criança &lt;br /&gt;como se mordesse uma casquinha de sorvete. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muito &lt;br /&gt;muito pouco &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muito gordo &lt;br /&gt;muito magro &lt;br /&gt;ou ninguém &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais odiadores do que amantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as pessoas não são boas umas às outras. &lt;br /&gt;talvez se elas fossem &lt;br /&gt;nossas mortes não seriam tão tristes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enquanto isso eu olho para as jovenzinhas &lt;br /&gt;impedirem &lt;br /&gt;flor da possibilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem que haver um jeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;certamente há um jeito que ainda não &lt;br /&gt;pensamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem botou esse cérebro dentro de mim? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ele chora &lt;br /&gt;ele reclama &lt;br /&gt;ele diz que há uma chance. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ele não diz "não." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;br /&gt;. &lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108844096735509857?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108844096735509857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108844096735509857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108844096735509857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108844096735509857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/06/suicdio-e-parei-de-escrever-em-blogs.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108843810328807019</id><published>2004-06-28T08:52:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T10:17:36.580-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;Estima&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa mesa de bar, um grupo de pessoas conversa euforicamente. Todos falam alto e ao mesmo tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É impressionante. Interessante, original, denso... &lt;br /&gt;- Muito bom e direto! &lt;br /&gt;- Tenho orgulho de saber que existem pessoas como ele representando a nossa geração. &lt;br /&gt;- E o texto é criativo, fluído, inteligente... &lt;br /&gt;- Eu me identifico totalmente! &lt;br /&gt;- Alguns diálogos tiveram um efeito bombástico em mim. &lt;br /&gt;- É. Eu passei mal. Ainda não consegui forças para ler tudo. Foi um choque ler palavras como as minhas em situações que poderia ter vivido há uma semana - só que nos textos de outra pessoa. &lt;br /&gt;- Eu nunca vi algo tão profundo e tão escroto ao mesmo tempo, mas é muito maneiro. O cara é melhor poeta vulgar que eu já vi. &lt;br /&gt;- É como um Dalton Trevisan, só que mais urbano... Mais psicodélico... &lt;br /&gt;- Eu queria ter a coragem de escrever assim. &lt;br /&gt;- Parece que Bukowski vive e mora em BH.&lt;br /&gt;- Acho que os textos demonstram claramente quais são as obsessões sexuais dele...&lt;br /&gt;- Homens, mulheres, sexo solitário, desencontro, solidão, algum rancor, o cotidiano... &lt;br /&gt;- Mas ele deveria escrever mais. &lt;br /&gt;- Concordo. Atualiza muito pouco a página...&lt;br /&gt;- Eu sempre vou e não tem nada de novo. Já li tudo.&lt;br /&gt;- Já enchi o saco do cara... Mas ele é meio estranho.&lt;br /&gt;- Duas caras... Ambíguo demais. Muito subtexto. Não tenho saco pra ele. &lt;br /&gt;- Tem gente que só é boa escrevendo.&lt;br /&gt;- É.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108843810328807019?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108843810328807019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108843810328807019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108843810328807019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108843810328807019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/06/estima-numa-mesa-de-bar-um-grupo-de.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108843767415237051</id><published>2004-06-28T08:47:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T10:18:11.983-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Ato Reflexo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu nunca seria má contigo...&lt;br /&gt;- Eu sei, você sabe que eu sou um cara bom.&lt;br /&gt;- É. E esse é o seu problema.&lt;br /&gt;- Chega a ser cruel, não?&lt;br /&gt;- Demais.&lt;br /&gt;- ....&lt;br /&gt;- Mas eu prefiro acreditar que é involuntário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108843767415237051?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108843767415237051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108843767415237051' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108843767415237051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108843767415237051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/06/ato-reflexo-mas-eu-nunca-seria-m.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108835849739802541</id><published>2004-06-27T10:22:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T10:19:40.716-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Como um menino tão bonitinho pôde ficar com esse cérebro tão esquisito?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;:::::::: kill the image&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto em atos ?parkinsonianos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto final(.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as xícaras de café deixam de exercer efeito sob o sistema globo-ocular-pálpebras-cílios-retinas-retinosas tem-se a absoluta certeza de que o sono já chegou. Chegou a hora de repousar a cabeça sobre travesseiro e dormir tranqüilamente, deixando pra trás o dia que morreu. O dia que foi apagado da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo nessa vida tem que ser assim, uma troca de sutilezas de eu para o meu próximo, diálogos cadenciados, espontâneos, porém, trabalhados, para que não soem estúpidos demais. Assim como as idéias soltas que a gente escreve no papel e insiste em chamar de texto. Quanta mediocridade pra se ter a coragem de fazer isso, mas é verdade, eu o faço. Escrevo os textos mais estranhos e incoerentes do mundo. Alguns fazem sentido, outros simplesmente se tornam impossíveis de se ler, já nascem ininteligíveis. Sem sentido, cegos, surdos, mudos e aleijados, bastante aberráticos, alguns soam bonitinhos, mas são vazios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a mesma coisa é tratada todos os dias, sob diferentes pontos de vista, REPETIDAMENTE, já podendo ser taxada de redundante. Problemas éticos, sociais, religiosos, culturais, do mesmo ponto de vista, de célebres cérebros que se distinguem por inchaços demais e de menos em lugares escondidos. E é nessa hora que a gente deve mostrar toda a nossa revolta diante de um fato tão absurdo. Devemos gritar, espernear, sair as ruas e reclamar que somos simples filhotes esquecidos por alguém lá no reino dos céus. Reino dos céus... Humpf... Eu conheci uma ovelha que voava. E o céu a tomou de mim. Ou será que poderíamos pensar em um fato mais simples? Já sei, só pode ser isso: ?Ovelhas que voam se perdem no céu? ? E é agora que eu preciso espalhar panfletos fotográfico-visuais pela cidade, para que alguém me ajude a encontrar minha amiga e companheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos depois, depois de mais um café que continua sem fazer efeito. Retoma-se o assento dos mesmos atos anteriores. Pensando. Gostaria de saber porque as pessoas sorriem tanto. Eu sou uma delas. Sou tímido, falo pouco. Mas rio e sorrio bastante, sei ser sério quando necessário. Só gostaria infinitamente de ter o dom de manter os meus dentes guardados para todo o sempre. É agora que entra a primeira dúvida existencial acerca do que gostaria que fosse de tal jeito, mas que, por algum motivo desconhecido, nunca será do jeito que deveria ter sido. Estamos entendidos até aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de preencher a primeira folha com os rabiscos imprecisos, retomam-se as tremedeiras de Parkinson e contenta-se descontente com o nome estrangeiro para se referir a algo universal. Dizem que o inglês é uma língua universal. Se o inglês é a língua universal, porque é que todo mundo não fala inglês? Talvez os problemas de comunicação do mundo fossem bem mais fáceis de se resolver do que se imaginava, seria necessário o pagamento de um curso de inglês com um método fodidamente didático para se aprender outra língua em apenas duas horas. Acho que ocorreu o momento divagação por aqui, certo? Não se deve dar muita importância pra essas coisas, já que esses momentos estarão presentes em quase todo o ?texto?. A palavra que me vem à mente por agora é: ABSTRATO! (Que também rima com substrato e extrato de tomate).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma, respira fundo, deixa a cabeça oxigenar um pouco, pensa, acende um cigarro, respira mais um pouco. Tá mais calmo? Mais tranqüilo? Seu malacabado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teorias imprecisas um dia poderão se tornar precisas sob pontos de vistas de estudiosos com cérebros bonitos e bem guardados dentro de uma caixa de fotografias esquecidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho saudade da década de cinqüenta, apesar de ter nascido na década de oitenta, sinto saudade mesmo é da década de cinqüenta. Quando as moças usavam vestidos longos e cabelos laqueados. Quando a juventude ainda podia ser chamada de transviada. Hoje em dia a juventude é débil e desinteressada, e jamais poderá ser chamada de transviada. E mesmo que fosse chamada desse nome aí, provavelmente seria interpretado como um insulto, um atentado ao espírito másculo dos meninos de hoje em dia, e como o negócio hoje em dia é a lei do olho por olho, bala na cabeça, você provavelmente seria só mais um presunto em futuro estado de decomposição vermífuga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opa, um tempo para atender telefonemas estranhos de pessoas que você realmente não se lembra, mas que conversa como se fosse um velho amigo de quem você sente muita saudade. O café do primeiro ato deve estar começando a afetar memória, sabe como é, cafeína demais deixam os neurônios preguiçosos... AIIIIIII (um lampejo? Ou seria um simples bocejo?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;X&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vaca. Animal quadrúpede produtor de leite. Mas também existem as figuras de linguagem que produzimos com a palavra. Minha namorada é uma vaca. Mas isso não vem ao caso. Ela faz teatro, musica e cinema, mas nas horas vagas gosta de dar a bunda pra desconhecidos. Mas não me importo. Ela tem liberdade pra fazer isso. Pelo menos por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei porque o tempo passa e me decido por fazer um texto corrido em atos. Atos desconexos. Sem ligação alguma. Totalmente perdidos no tempo. E o pior de tudo. Atos separados por algarismos romanos. Não me lembrava dessas coisas. Os utilizava muito na 4ª série primária. Depois minha relação com eles se estreitou bastante. A gente acabou se desinteressando um do outro. Mas como toda boa amizade é assim, quando a gente se encontra a gente separa as coisas muito bem separadas. Bons amigos. Eu e os algarismo. Só os romanos, aqueles outros numerozinhos não me chamam a atenção. Muito dados eles. Gosta de coisa mais difícil. Ou não. Depende do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celular celulóide deixando a vidinha mais emocionante. New message for you. Mas a mensagem não era pra mim. Era a freira da esquina querendo chamar minha mãe pra procissão das 16:00. Sabe como é. Tem gente que gosta de caminhar por aí de joelhos e deixa-los esfolados e depois oferecer as feridas para um Deus onisciente. Fazer o que. Tem coisa que a gente ainda não entende, mas pretende um dia entender, ou pelo menos, tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminar um texto em atos com um número ímpares de atos realmente é bom. Vomitar coisas em atos. Palavras são para serem vomitadas essa é a verdade. Na verdade, não existe verdade. Nenhuma. Somente um monte de bobagens. Mas sabe como é, sexta-feira treze teve um monte de seqüências. Talvez o texto em treze atos ?parkinsonianos? também tenha. Não. Eu só queria deixar as coisas assim. Com um gostinho de quero mais. Mas não tem mais. Acaba assim. Da mesma maneira que começou. Sem sentido algum, tosco (o autor russo) e com um ponto final.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108835849739802541?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108835849739802541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108835849739802541' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108835849739802541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108835849739802541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/06/como-um-menino-to-bonitinho-pde-ficar.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108829476634420440</id><published>2004-06-26T16:54:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T10:20:31.706-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;Acende aqui&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.satinsheets.ubbi.com.br/blog/mimi2.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar cabisbaixo olhando pro chão. Olhando formigas que passeiam esfomeadas em busca de um floco de açúcar pra adoçar a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias passam assim, solitários. Sendo percebidos nos movimentos lentos dos braços de um relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acende o meu cigarro pelo amor de Deus. Acende. Me acende. Me deseje, me queira, me olhe, me sinta por dentro, beije meu útero, cheire minhas entranhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ODOR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ácido caindo em forma de chuva (ácida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer pessoas, coisas, poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras são palavras e nada mais. Em movimentos uniformes. Pouco contato de dedos e teclas. Barulhinho insensível. TOC TOC TOC (Sem batidas de porta, porque ele não veio essa noite).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele estava lá, assistindo filmes em um cinema qualquer, nos braços da mulher de cabelos looongos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela estava lá. Se intoxicando de fumaça e sendo desejada por olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me masturba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queria ser vulgar, mas na hora foi inevitável: você engole ou cospe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados. Queremos dados. Queremos coisas concretas. Algo estatístico. Queremos fundamento teórico. Queremos as provas das palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU QUERO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chupe os meus dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz que me ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me chore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me quisera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me pedira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos aí. &lt;b&gt;On the road.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendendo coisas. Incendiando outras. Com o olhar fixo... no chão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108829476634420440?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108829476634420440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108829476634420440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108829476634420440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108829476634420440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/06/acende-aqui-olhar-cabisbaixo-olhando.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108822635747991555</id><published>2004-06-25T22:05:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T10:21:07.003-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.satinsheets.ubbi.com.br/blog/dedo.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá. E aí, tudo? Aqui tudo. Acabei de chegar. Saudade de mim? Eu tava morreeendo de você. Mor-ren-do. Voltei pra você. Me beija, me agarra, me lambe, me morde, me fode, toda. Preciso. Muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108822635747991555?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108822635747991555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108822635747991555' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108822635747991555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108822635747991555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/06/ol.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108821279000043039</id><published>2004-06-25T18:02:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T10:22:32.210-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;FIM&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo fim é como o início. Termina como começa. Feio e sem sentido. Monossilábico. Com um espaço vazio no meio. Com um simples 'Ta bom'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconhecidos não são importantes. É verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecidos sim. Pois eles transmitem sensações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou eu para julgar alguém? Quem sou eu? O que sou eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundinho construído por escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E somos todos, na verdade, a soma total de nossas escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Saco de papel&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dor. Sempre essa filha da puta. Sempre ela cobrindo o mundo como uma bomba atômica, arrasando tudo, matando tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre longe, sempre sozinha. Sempre essas lágrimas caindo e entrando na minha gola. Amor demais. Eu amo demais, gente demais. Eu erro demais. Pensei que era um pássaro mas era só um saco de papel. Dor, dor, dor, ela me tem o tempo todo, me corrói o tempo todo. O tempo todo é lento. Sempre lento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu nunca vou aprender. As mãos dela tremem demais e eu não consigo segurar e eu queria segurar. Queria a tua mão. Só a tua mão. A tua mão e os teus olhos. Me olha nos olhos. Me dá a mão. Me dá a mão e me olha nos olhos. Me dá a mão e me olha nos olhos e pára de tremer. Te olha no espelho, te olha nos olhos e segura a tua mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei louco de novo hoje. Chorei na frente de todo mundo. Chorei tão baixinho, tão dolorido, gani tão baixinho que ninguém teve coragem de chegar perto. Chorei com os teus olhos na minha cabeça. Amor demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta esconder dos outros quando sabe o que acontece dentro da gente. Não adianta não me olhar pra tentar não ver. Não adianta colocar a sujeira pra baixo do tapete. Alguém sempre acaba achando e mandando limpar tudo, onde já se viu sujeira debaixo do tapete? Limpa a tua sujeira. Limpa as tuas feridas. Limpa a tua alma e a minha junto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dor. Sempre essa merda de dor. Sempre. Não agüento mais. Acho que chega. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser podre. Quero apodrecer vivo. Podridão é inerente. Inevitável. Todo mundo tenta esconder a podridão com banhos e sabonetes e perfumes e clareamento de dentes. Dentes. Dentes podres, todo mundo sorri com dentes branquinhos mas são podres por dentro. Quanto mais brancos, mais podres. Quanto mais artificiais, mas ocas. Pessoas sem dentes são legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser puta e vender minhas carnes. Corpos são montes de carne, sacos de pele e ossos cheios de bichinhos que a gente nem vê e que passam o dia caminhando e nos comendo. Corpos só pesam. Almas são livres e hippies. Leves e de vestidos esvoaçantes. Não quero mais meu corpo. Não quero mais ter carnes. Não quero mais ter corpo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que não gostassem de mim. Queria que me jogassem tomates e repolhos e que eu fosse enforcado em praça pública. Queria ser maldito e sujo e poder ser insano em paz. Poder deixar meus cabelos desgrenharem e ficarem iguais aos da Josefina, a primeira boneca da minha irmã que tinha um black power. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ter virado uma esquina diferente e não saber o que é isso que você me deu, essa pedrinha que brilha muito. Voltar no tempo, queria voltar no tempo. Pra que começar se não vai terminar? Queria voltar no tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus não salva. Jesus não vai voltar. Jesus tem um programa na tv. Jesus era negro. Jesus escreveu um cheque em branco. Jesus está invisível no icq. Jesus é um gênio surdo, mudo e analfabeto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem sol. É frio. É duro, é amargo. Olha e não quer ver. Não quer ver mesmo. Nem ouvir, nem explicar, nem nada. Não quer. Não pode. Não vai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria não saber. Queria não conhecer. Burro, queria ser burro. Queria ser burro e são. São. Queria ser são. Queria ser são e burro e não chorar. Chorar é coisa de mariquinhas. Eu sou mariquinhas. Chorão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria acordar e te contar meu sonho e ouvir o teu. Queria chorar muito no teu ombro. Queria poder te contar tudo que caminha dentro da minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quer ouvir, não quer ver, não quer explicar. Não vai, não pode, não quer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou continuar tentando. Não vou. Desisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ser ontem. Semana passada. Mês passado. Hoje não. Hoje nunca. Mas ontem passou. E amanhã ainda não chegou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia chega. Agora chega. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108821279000043039?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108821279000043039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108821279000043039' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108821279000043039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108821279000043039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/06/fim-todo-fim-como-o-incio.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108820876460745939</id><published>2004-06-25T17:10:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T10:23:48.366-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;beijo. saudade. espera. amanhã vem. outrora existiu. caiu aqui. levantou. quis. parou. pensou. sorriu. e se foi... assim. sem abanar as mãos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.satinsheets.ubbi.com.br/blog/mimi.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;A primeira impressão realmente é a que fica? ? a apresentação&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina que é quente demais para mim e meus dedos. Formas desconexas e cores pálidas transpirando sensualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que tua boca pareça que foi arrancada com as unhas, e teus velhos olhos de criança nadem em sangue escrito como péssimos sonetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O olhar da senhorita MIMI embaraça e perturba ? e não há nada que ela possa fazer a respeito. Tudo é odioso e odiador e digno de respeito. Tudo é extraordinário, obscuro, inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro da primeira foto, a visão me paralisou; talvez fosse o choque de te-la visto tão de repente, talvez fosse minha própria miséria naquele momento, mas aquele brilho louco e vítreo nos seus olhos me deram vontade de pular e dar umas porradas nela, e eu tive que me controlar (a verdade é que eu também não queria quebrar o meu monitor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro particular da decadência impregnado em minhas narinas, adocicado e enjoativo, o cheiro da beleza juvenil ou o cheiro do envelhecer, o cheiro de uma mulher no seu processo de envelhecimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funda e trágica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher quente demais para mim e meus dedos. Quente demais pro menino estúpido de escrita medíocre. O menino que escreve coisas banais... Coisas que o mundo nunca vai ler e nunca vai ter a chance de esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a essa hora da noite (00:37). Eu me entrego a uma espécie de sono que substitui a inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas àquele perfume continua impregnado no ar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sou somente um estranho no meio desse cheiro todo. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108820876460745939?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108820876460745939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108820876460745939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108820876460745939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108820876460745939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/06/beijo.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108804060865088282</id><published>2004-06-23T18:29:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T10:24:46.543-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Enrrabar-se-à a quem 'desdém'. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem pessoas que se desligam do mundo. Deixando sensações e observações que deveriam ser feitas de lado. Caladas. Sem língua. &lt;br /&gt;E estava cansado daquela coisinha estúpida das explicações tolas. Ninguém precisa de explicações. À não ser que você seja um padre e queria explicações, pois precisa julgar os meus pecados pra poder me punir. Cerrrrrto? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E querendo ou não, coisas acontecem. E eu não preciso ser insultado por ser desleixado e por quebrar acordos. Acordos não são promessas e promessas não são contratos, portanto, podem ser quebrados quando bem se entender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descombina-se combinados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfaz-se o que foi teoria feita, pouca praxis. TEORIA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abuso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder. &lt;br /&gt;Palavras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lágrimas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem regras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABUSO. &lt;br /&gt;Explicações tolas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esporros de psicóticos que gostam de caminhar com passos firmes e com palavras bem elaboradas em milhares de livros de pesquisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEORIA. TEORIA. &lt;br /&gt;CONSIPIRAÇÃO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de ser o mais brilhante dos acadêmicos. Longe de ser acadêmico. Longe demais. De mim, de alguém, de qualquer coisa. &lt;br /&gt;Sem lamentações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre coitado é a puta que os pariu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem lágrimas. Choro de crianças que não choram mais. &lt;br /&gt;Não enche a porra do meu saco pedindo explicações. Porque o mundo foi criado em 6 dias, e porque precisa-se explicar isso? Ou se acredita, ou se imagina novas formas de se derrubar isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto. &lt;br /&gt;Tudo acaba, tudo começa. O tempo inteiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora não é amanhã. &lt;br /&gt;Ontem não é depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não é amém. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108804060865088282?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108804060865088282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108804060865088282' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108804060865088282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108804060865088282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/06/enrrabar-se-quem-desdm.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108795700148088139</id><published>2004-06-22T19:16:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T10:25:36.750-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;u&gt;&lt;b&gt;ABISMO&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora o mundo é diferente. As pessoas que fedem gasolina ficaram para trás.&lt;br /&gt;Looooonge.&lt;br /&gt;Lá onde o sorriso se perdeu, lá onde o vazio é concreto, lá onde o nada tem meio.&lt;br /&gt;Promessas não são contratos, portanto, podem ser quebrados.&lt;br /&gt;Dias claros, dias escuros.&lt;br /&gt;Como os que começavam e terminavam sempre do mesmo jeito, com aquele cheiro de enxofre que ficava impregnado nas narinas quando o sol se punha.&lt;br /&gt;ABISMOS são grandes,&lt;br /&gt;Difíceis de se tapar.&lt;br /&gt;Fáceis de se cair.&lt;br /&gt;Caminhar com os próprios pés é tarefa mais difícil do que se imagina, tarefa árdua que exigiu muito esforço,&lt;br /&gt;De quem deveria ter tido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PENITÊNCIA, PENITÊNCIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém é um saco de cimento para ser carregado, ninguém quer se escorar em ombros supostamente amigos. Pois ombros têm bocas... E te devoram com certa facilidade. Alicerces podem ser implodidos com certa tranquilidade, simples questão de BUUUUMMM!.&lt;br /&gt;E pronto, foi-se o que tentou-se construir.&lt;br /&gt;Não ficar parado.&lt;br /&gt;Keep walking... keep walking (Boas lembranças para se ter porres homéricos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continue andando...&lt;br /&gt;Pra beira do precipício, ou pra longe dele.&lt;br /&gt;E no final das contas.&lt;br /&gt;Bocas são objetos.&lt;br /&gt;Mãos são fantasmas.&lt;br /&gt;Pernas são rodas...&lt;br /&gt;E sorrisos, simples dejetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABISMO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buraco grande demais para ser tapado. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108795700148088139?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108795700148088139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108795700148088139' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108795700148088139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108795700148088139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/06/abismo-e-agora-o-mundo-diferente.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7372557.post-108773295843649373</id><published>2004-06-20T05:02:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T10:26:29.840-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;Reencontrando um old-new-friend&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que tal voltarmos a escrever espontaneamente? Sem preocupações com as pontuações. Pontuações deixam o texto devagar, pouco fluido. Deixa tudo assim, pontuado, mas sem se preocupar se as vírgulas e afins estão nos lugares certos, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok. Sem problemas, vamos acabar o debate/embate textual aqui por hoje, certo senhor Abnormal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sem problemas senhor Mcnormal, estamos aqui pra isso. Diálogos breves em curtos períodos atemporais. Para se dizer coisas para ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tenho que te contar uma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode falar, o que é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mamãe disse que o senhor não existe, que você é fruto da minha imaginação e que eu preciso tomar remedinhos para parar de enxergar o senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sua mãe deve estar abusando das drogas moço. é claro que eu existo, a gente não tá conversando por aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- é, teoricamente sim. mas tu pode perceber que até as letras maiúsculas estão desaparecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- a pergunta é. quem precisa delas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7372557-108773295843649373?l=umdiaacaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/feeds/108773295843649373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7372557&amp;postID=108773295843649373' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108773295843649373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7372557/posts/default/108773295843649373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaacaba.blogspot.com/2004/06/reencontrando-um-old-new-friend-que.html' title=''/><author><name>Rogério</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09812548278190510051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
