Um dia acaba ::  

Porque tudo que nasce morre um dia, porque tudo o que nasce deformado tem vida curta. Porque outrora é um vazio chamado agora. Porque decadência e elegância são duas putas com esperma no meio das coxas. Porque nada tem meio. Porque gemer é bem melhor do que recitar. Porque aqui as palavras inacabadas tem fim. Porque tudo acaba. Um dia acaba.
(Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é mera provocação).



terça-feira, junho 22, 2004


[7:16 PM]

ABISMO

E agora o mundo é diferente. As pessoas que fedem gasolina ficaram para trás.
Looooonge.
Lá onde o sorriso se perdeu, lá onde o vazio é concreto, lá onde o nada tem meio.
Promessas não são contratos, portanto, podem ser quebrados.
Dias claros, dias escuros.
Como os que começavam e terminavam sempre do mesmo jeito, com aquele cheiro de enxofre que ficava impregnado nas narinas quando o sol se punha.
ABISMOS são grandes,
Difíceis de se tapar.
Fáceis de se cair.
Caminhar com os próprios pés é tarefa mais difícil do que se imagina, tarefa árdua que exigiu muito esforço,
De quem deveria ter tido.

PENITÊNCIA, PENITÊNCIA.

Ninguém é um saco de cimento para ser carregado, ninguém quer se escorar em ombros supostamente amigos. Pois ombros têm bocas... E te devoram com certa facilidade. Alicerces podem ser implodidos com certa tranquilidade, simples questão de BUUUUMMM!.
E pronto, foi-se o que tentou-se construir.
Não ficar parado.
Keep walking... keep walking (Boas lembranças para se ter porres homéricos).

Continue andando...
Pra beira do precipício, ou pra longe dele.
E no final das contas.
Bocas são objetos.
Mãos são fantasmas.
Pernas são rodas...
E sorrisos, simples dejetos.

E a certeza.

ABISMO.

Buraco grande demais para ser tapado.


 


Postado por Sr. R. at 7:16 PM