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[7:16 PM]
ABISMO
E agora o mundo é diferente. As pessoas que fedem gasolina ficaram para trás.
Looooonge.
Lá onde o sorriso se perdeu, lá onde o vazio é concreto, lá onde o nada tem meio.
Promessas não são contratos, portanto, podem ser quebrados.
Dias claros, dias escuros.
Como os que começavam e terminavam sempre do mesmo jeito, com aquele cheiro de enxofre que ficava impregnado nas narinas quando o sol se punha.
ABISMOS são grandes,
Difíceis de se tapar.
Fáceis de se cair.
Caminhar com os próprios pés é tarefa mais difícil do que se imagina, tarefa árdua que exigiu muito esforço,
De quem deveria ter tido.
PENITÊNCIA, PENITÊNCIA.
Ninguém é um saco de cimento para ser carregado, ninguém quer se escorar em ombros supostamente amigos. Pois ombros têm bocas... E te devoram com certa facilidade. Alicerces podem ser implodidos com certa tranquilidade, simples questão de BUUUUMMM!.
E pronto, foi-se o que tentou-se construir.
Não ficar parado.
Keep walking... keep walking (Boas lembranças para se ter porres homéricos).
Continue andando...
Pra beira do precipício, ou pra longe dele.
E no final das contas.
Bocas são objetos.
Mãos são fantasmas.
Pernas são rodas...
E sorrisos, simples dejetos.
E a certeza.
ABISMO.
Buraco grande demais para ser tapado.
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