7:22 AM]
Lugares distantes que se bifurcam o tempo inteiro.
Horas de prazer com desconhecidos e letras inomináveis.
Tem pessoas que são tão melhores do que eu.
Conseguem representar em fotos o que se quer dizer. Enquanto eu, nada mais tenho do que letrinhas comuns.
Barbara Allain é a única pessoa que consegue me fazer chorar com fotografias. A simplicidade/cumplicidade das coisas inomináveis. Nada pra se dizer. Desespero angustiante no meio do mar salgado.
Winamp tocando maravilhosos acordes, perfeitos demais para mim. Sondas fazendo sons opacos, lambendo feridas aidéticas emagrecidas.
Me perdendo em um emaranhado de sensações desconhecidas.
Livros, livros, livros... TEORIA.
Tudo se perde perto das fotos. Tudo tão frágil. Tão forte. Tão doce. Tão looonge. De mim. De ti. Longe dos olhos que não querem enxergar.
Aqui. Ali.
Por qualquer lugar que tenha uma rua que dobra as esquinas. Onde as árvores se bifurcam. Galhos prah-lá-ih-prá-cá. Rebeldes.
Cantarolando poesias nordestinas.
Enquanto corpos se perfumam na lama.
Debaixo da imensidão de galhos empenados.
Que se encontram debaixo de uma sombra.
Até o dia de ninguém.
Eu tô chegando... Um dia. Agora. Amanhã. Outrora. No dia que nunca se acaba. Eu chego. Pra dizer olá. Pra querer bem. Pra dizer. Vamos tomar um café, fumar um cigarro. E falar coisas com sotaques carregados.
Até amanhã.