Um dia acaba ::  

Porque tudo que nasce morre um dia, porque tudo o que nasce deformado tem vida curta. Porque outrora é um vazio chamado agora. Porque decadência e elegância são duas putas com esperma no meio das coxas. Porque nada tem meio. Porque gemer é bem melhor do que recitar. Porque aqui as palavras inacabadas tem fim. Porque tudo acaba. Um dia acaba.
(Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é mera provocação).



domingo, julho 18, 2004


[7:22 AM]


 
Lugares distantes que se bifurcam o tempo inteiro.
Horas de prazer com desconhecidos e letras inomináveis.
Tem pessoas que são tão melhores do que eu.
Conseguem representar em fotos o que se quer dizer. Enquanto eu, nada mais tenho do que letrinhas comuns.
 
Barbara Allain é a única pessoa que consegue me fazer chorar com fotografias. A simplicidade/cumplicidade das coisas inomináveis. Nada pra se dizer. Desespero angustiante no meio do mar salgado.
 
Winamp tocando maravilhosos acordes, perfeitos demais para mim. Sondas fazendo sons opacos, lambendo feridas aidéticas emagrecidas.
 
Me perdendo em um emaranhado de sensações desconhecidas.
 
Livros, livros, livros... TEORIA.
 
Tudo se perde perto das fotos. Tudo tão frágil. Tão forte. Tão doce. Tão looonge. De mim. De ti. Longe dos olhos que não querem enxergar.
 
Aqui. Ali.
 
Por qualquer lugar que tenha uma rua que dobra as esquinas. Onde as árvores se bifurcam. Galhos prah-lá-ih-prá-cá. Rebeldes.

Cantarolando poesias nordestinas.

Enquanto corpos se perfumam na lama.

Debaixo da imensidão de galhos empenados.

Que se encontram debaixo de uma sombra.

Até o dia de ninguém.

Eu tô chegando... Um dia. Agora. Amanhã. Outrora. No dia que nunca se acaba. Eu chego. Pra dizer olá. Pra querer bem. Pra dizer. Vamos tomar um café, fumar um cigarro. E falar coisas com sotaques carregados.
 
Até amanhã.




 


Postado por Sr. R. at 7:22 AM