Um dia acaba ::  

Porque tudo que nasce morre um dia, porque tudo o que nasce deformado tem vida curta. Porque outrora é um vazio chamado agora. Porque decadência e elegância são duas putas com esperma no meio das coxas. Porque nada tem meio. Porque gemer é bem melhor do que recitar. Porque aqui as palavras inacabadas tem fim. Porque tudo acaba. Um dia acaba.
(Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é mera provocação).



sábado, julho 24, 2004


[11:18 AM]

  
 
Formas arredondadas do tronco perfeito.

Querendo o flanco direito dizer me sinta. Querendo o flanco esquerdo dizer me seduza.
Corpo enconlhido. Medo do desconhecido. Medo de conhecer o que não se conhece. Papel sendo datilografado. Sendo preenchido por letras. Com formas.

Olhe meus dedos. Molhe meus dedos. Me sinta mais mulher. Me queira mais mulher, não me deixe aqui. Chorando em cima dos teus lençóis. Me chupe. Me babe. Preencha meu útero. Deixe-o cheio de você.

Dedinhos do pé. Congelados. Cubra-os. Beije-os. Aqueça-os.

Assim.

E depois da esbórnia. Corpos se separam. Melados, suados. Secam ao relento. Como aquele escarro. Que era úmido e pegajoso. E hoje. Ali na parede. Uma simples marca do que foi um dia.
Como eu.

O seu gosto ainda está aqui. Seu cheiro no travesseiro. Meu ventre cheio de você. Mas o corpo não nega. A falta.
O gozo. A véspera do escarro.

he slips into the bedroom
and you know he misses alright
old names, we'll make sweet
will sustain us through the night
inside my bedroom baby
touch me, oh tonight
promises, we'll make some
will reveal our sense of right





 


Postado por Sr. R. at 11:18 AM