Um dia acaba ::  

Porque tudo que nasce morre um dia, porque tudo o que nasce deformado tem vida curta. Porque outrora é um vazio chamado agora. Porque decadência e elegância são duas putas com esperma no meio das coxas. Porque nada tem meio. Porque gemer é bem melhor do que recitar. Porque aqui as palavras inacabadas tem fim. Porque tudo acaba. Um dia acaba.
(Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é mera provocação).



terça-feira, julho 13, 2004


[6:00 AM]

Mário Mandran

Mário Mandran, 26 anos de idade. homem pedante. conhecedor de muitas teorias subversivas a respeito de se saber demais a respeito de nada. teorias.

teorias quando não postas em prática nada mais são do que. pó. e assim criaram o aspirador. não, não falo de Augusto Carlos, que também é um aspirador, mas não é desse tipo de pó que eu tô falando. entendidos?

Mário Mandran detesta seu sobrenome, queria ter uma coisa mais chamativa, queria ter um sobrenome mais forte, algo como, castro, napoles, borba, algumacoisaparecidacomisso.

Mário lê seus livros, o quarto com milhares de livros estufando o teto. e daí criaram a lotação. inspiradas no quarto de Marianito Makakito (um carinhoso apelido de Mário Mandran).

Mário se acha o conhecedor do mundo. mas nunca saiu do seu bairro. todas as coisas que ele conhece. o gosto das coisas, a beleza das folhas caindo no outono, a grama verdinha crescendo ao rés do chão, línguas mortas em putrefação. tudo o que Mário conhece é através dos livros. nunca experimentou. gosta de falar que gosta disso e que gosta daquilo, que isso é interessante e que aquilo não é. mas a verdade é que Mário conhece coisas demais. só não conhece... o desconhecido.


 


Postado por Sr. R. at 6:00 AM